terça-feira, 30 de outubro de 2018

A luta pela verdade


O corporativismo do jornalismo tenta lacrar Bolsonaro no politicamente correto.

Estão indignados com que o presidente disse no Jornal Nacional de ontem. Em especial nas aspas: "(...) mas no que depender de mim, na propaganda oficial do governo, a imprensa que se comportar dessa maneira, mentindo descaradamente não terá apoio do governo federal"

Nós, como povo esclarecido, observamos:
O presidente tem o dever de defender os interesses do povo. E nada mais grave do que do que um veículo de comunicação praticar militância ao invés de jornalismo.

O jornalismo é a profissão de quem busca divulgar a verdade, os fatos e as suas diferentes visões e análises, para que o público tire suas próprias  conclusões e atue segundo seus valores e paradigmas.

O que vimos, durante a campanha presidencial, foi uma militância explícita, apresentando meias verdades totalmente enviesadas, com o objetivo de confundir, ao invés de informar. Tentando passar uma imagem negativa de um candidato enquanto edulcorava a figura do outro.

Essa atitude, praticada por um veículo que vende informação é uma forma perversa de corrupção, mais grave ainda do que o roubo do dinheiro público. Atinge a dignidade e a honra do cidadão cujo comportamento e atitude se tenciona manipular. 

Essa gravíssima forma de corrupção não pode ficar sem algum tipo de sanção; sem ela estamos no pleno vigor da impunidade. E foi contra a impunidade que o povo votou.

O presidente, e o povo que o elegeu, continuam na luta, na qual o adversário mais feroz e ferrenho tem sido o chamado quarto poder. Abaixo a corrupção!

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

Poderes e Deveres





Causou vergonha,  ouvir o discurso do ministro Dias Toffoli  proferido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ontem, 28/10/2018, após a definição do resultado do segundo turno para a Presidência da República.

Ele exige de Bolsonaro tudo o que nos foi cerceado durante o governo do seu partido, como, por exemplo, a  liberdade de expressão,  que é o direito de pensar e manifestar o pensamento contrário ao que o establishment queria impor.  

No governo do seu partido tivemos restrições  à liberdade religiosa, e até a interferência do Estado na  educação das crianças, numa imensa falta de respeito ao § 3º  do  26º capítulo da Declaração Universal dos Direitos Humanos, que diz: "Aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o gênero de educação a dar aos filhos." 

O STF nunca se manifestou contra a  falta da liberdade de expressão que acontecia dentro das universidades, onde quem não fosse de esquerda só tinha o direito de sofrer bullying. Ainda é assim.

O governo do partido a quem ele sempre teve atitude servil, impôs uma patrulha ideológica à grande maioria da população  que, ontem, se declarou livre dela.

O senhor ministro, com base no que tem manifestado ao longo da sua vida pública, assim como outros ministros que compõem  a corte do STF, não tem cacife moral para querer pautar o comportamento do novo presidente, eleito numa situação em que tão claramente recebeu o poder do povo, tendo vencido o establishment, com todos os que se consideram tão poderosos. 

Bolsonaro venceu a eleição tendo a seu lado os únicos que realmente têm força e poder: Deus e o povo. Ontem, ficou provado que as outras forças vigoram somente nas narrativas que a “grande imprensa” quer que acreditemos.

O povo que elegeu Bolsonaro,  e que observa tudo, muito mais do que certas autoridades gostariam, também pode “aconselhar’ o senhor ministro: recolha-se às suas obrigações Excelência. Seria muito  mais produtivo  para  o Brasil se o STF se restringisse a  cuidar da observância das nossas leis,  não as interpretando subjetivamente segundos os interesses filosóficos, políticos ou particulares dos  ministros que o compõem.

Quanto ao presidente, nós, o povo que o elegeu, é que temos autoridade para exigir dele o que considerarmos importante, e para avaliar a sua futura administração.  Caso ele se comporte contra as nossas leis, o destituiremos do poder  tal qual o fizemos com os líderes de sua Excelência. 

Essa mesma atitude pode ser, também, utilizada com todas as autoridades constituídas  a partir do poder outorgado pelo povo. Sua Excelência sabe, melhor do que qualquer um de nós, que esse direito nos é assegurado  nas leis que compõem a nossa Constituição, as mesmas que dizem que nós, o povo brasileiro, somos e seremos a autoridade humana máxima em nosso País. Acima de nós, só Deus.

Aqui, o link para o discurso do ministro.



quinta-feira, 18 de outubro de 2018

Meias verdades sobre o kit gay

O PT reclamou, no STE, das postagens nas redes sociais ligando o candidato petista ao patrocínio do projeto nomeado  kit gay, um programa de implantação da ideologia de gênero nas escolas do primeiro grau, em todo o País, via Ministério da Educação.

Para quem acompanhou os fatos, parcamente noticiados pela ‘grande imprensa’, mas destacados  na internet por sites conservadores, pode ter clareza a respeito do assunto, dissecando as meias verdades, em partes verdadeiras e partes mentirosas.

É verdade que a proposta da implantação da ideologia de gênero nas escolas públicas e particulares, não é uma iniciativa do Ministério da Educação  quando Fernando Haddad o chefiava.

Como alguns sites petistas disseram, trata-se de propostas vindas de ONGs e Fundações internacionais.  Organizações tidas como instituições ‘filantrópicas’ que pagam “cientistas” como  Judith Butler (aquela que esteve no Brasil há cerca de um ano para promover a ideologia de gênero, e teve uma despedida nada calorosa no aeroporto) a peso de ouro, para dar “respaldo” à essa “bondosa novidade” que quer induzir as crianças a, desde a mais tenra idade, abraçar o homossexualismo e/ou outras formas de usar a sexualidade, entre elas a pedofilia, incestos, zoofilia e outras aberrações. Isso seria imposto como componente curricular nas escolas.

A nova visão da sexualidade humana, pretende considerar obsoleta a natureza humana e os valores culturais e éticos comuns à quase todas as etnias do planeta, que vigora há um sem número de milênios.

Esse grupo de poderosos que pode bancar dispendiosos estudos bizarros, considera que seus membros são mais sábios e poderosos do que as divindades de todas as crenças,  e também mais sábios do que todos os nossos antepassados, por isso quer ‘desconstruir’ todos os conceitos de bondade e retidão da humanidade, como os contidos nos  sentidos de família, religião e pátria, para substituí-los por outros, mais de acordo com seus variáveis interesses, os que esses “sábios senhores” considerem  que sejam mais benéficos. Para isso, o grupo conta o apoio e incentivo de órgãos da ONU.

Então, é verdade, esses projetos de nova visão de humanidade, tão modernos, chegaram prontos do estrangeiro e o nosso então ministro da Educação, com toda prontidão, disponibilizou milhões para que fosse implantado aqui, na Terra de Santa Cruz.

Livros, vídeos, e outros materiais didáticos exaltando o que a vontade da maioria democrática do povo, que é cristã, considera uma violenta ofensa à dignidade humana, um verdadeiro estupro das consciências das crianças, foram produzidos.

Aguardava-se apenas a aprovação no Congresso Nacional, quando o deputado Jair Bolsonaro botou a boca no mundo, dizendo verdades politicamente incorretas e ofendendo os sensíveis ouvidos das bondosas pessoas que consideravam muito certo,  e justo, expor as crianças a tal violência.

A bancada evangélica conseguiu impedir a aprovação da lei. Só por isso, Haddad não deve receber o título pai do kit gay, algo pelo qual tanto batalhou! 

Alguns dos  livros didáticos escritos, e desenhados, para o “programa contra a homofobia”(nome oficial do kit gay) foram, então, “comprados” pelo Ministério da Cultura e estavam (estão ainda?) à disposição das crianças nas bibliotecas das escolas. Isso porque o Ministério da Educação não teve aprovação do Congresso para executa-lo. 

Inconformado com a recusa de projeto tão importante, o governo federal petista acionou as prefeituras, induzindo-as a implementar, por meio de lei municipal, a ideologia de gênero nas escolas, com banheiros coletivos e tudo aquilo que o Congresso Nacional havia rejeitado, sob pena de perderem verbas do governo federal.

Muitos de nós tem a lembrança das homéricas batalhas ideológicas acontecidas nas Câmaras Municipais de diversas cidades. De um lado, o movimento LGBT local, a favor da lei, e do outro, pais, alunos, padres e pastores contra. Na grande maioria dos municípios a lei foi rejeitada.

De maneiras que, embora não aceite, talvez por modéstia, o título de pai, do kit gay, parece que  ex-ministro Fernando Haddad conseguiu registrar seu grande empenho na luta pela implantação dessa ideologia no Brasil, consignando sua apologia em suas obras literárias. Se não conseguiu efetivamente o título, faz jus a ele por mérito.


terça-feira, 16 de outubro de 2018

Eleições 1989/2018

Em 1989, no segundo turno para a eleição do presidente, tínhamos que escolher entre Collor e Lula.
Tinha, na época, 35 anos. E me recusei a votar em que se apresentava como um autoritário Hitler, e em que se anunciava como um clone de Fidel Castro.
Anulei meu voto.

27 anos depois, observo que pessoas que hoje estão na faixa de idade que eu tinha na época, sentem o mesmo em relação a Bolsonaro e Haddad. Posso compreendê-las.

Mas sou obrigada a constatar que, tendo Collor vencido,  parece ter-se deixado levar pela  vaidade enquanto os terroristas,  vencidos nas urnas, usurpavam seu poder por motivos que hoje podem ser considerados pífios, perto dos atos de terrorismo que têm sido praticados em todas as áreas da vida da Nação:

Desde o assalto aos cofres públicos, passando pela lavagem cerebral da juventude, e o sequestro das crianças da autoridade familiar aos conchavos no Supremo para soltar bandidos e impedir a checagem dos votos nas eleições. Chegando ao acinte de debochar do que os católicos têm de mais sagrado:  o Santíssimo Sacramento.

É muito grave a situação que vivemos. Por isso, peço à juventude de hoje, que considere que, a cada fração de tempo em que tratarmos como pessoas respeitáveis quem se comporta como terroristas, sua audácia em nos prejudicar aumenta. Já estão no estágio de querer nos obrigar a acreditar em mentiras e a dizer que verdade é ofensa.



Sun Tsu, no seu milenar livro “ A Arte da Guerra” nos diz que conhecer a si próprio e o inimigo que combate, é essencial.
Não estamos no tempo de pensar que somos ótimas pessoas, e que tratamos as pessoas como gostaríamos de ser tratadas. Com toda certeza, os que não levam Deus em conta, veem nossa virtude como fraqueza e tiram partido da nossa boa educação, que temos conseguido preservar a tão duras penas, num ambiente cada vez mais adverso a tudo que consideramos bem: respeito, dignidade, beleza, harmonia... tudo o produz enlevo de alma, o que produz o verdadeiro, e maior prazer de um ser humano: a alegria em produzir o bem, caraterísticas que hoje são tão vilipendiadas pela ditadura cultural ideológica implantada  há décadas, disfarçadamente por meio de sofisticados projetos de comunicação.
Hoje, quem ainda consegue perceber a própria identidade, não consegue deixar de votar em Bolsonaro, que difere de Collor por por seu comportamento durante quase duas décadas, tem exibido marcas de batalhas pela dignidade humana, como a recebemos de nossos antepassados, os que construíram a riqueza de que dispomos, também de todas as formas, desde um contínuo bullying dos meios comunicação, à facada real e concreta. 

Bolsonaro é bem mais forte que Collor, que se aliou a seus algozes; no entanto, os terroristas que tomaram de assalto o Poder no Brasil, continuam os mesmos, com o mesmo objetivo: destruir o que temos de bom para implantar o seu projeto de poder, que sabemos ser o mesmo que hoje vigora na Venezuela, que afirmam ser uma grande democracia.

Não podemos escolher sem considerar cada detalhe do está em questão.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Por quê Bolsonaro não ganhou no primeiro turno?

Eu  gostaria de entender o quê está acontecendo diante do seguinte:

Bolsonaro, no final da corrida eleitoral do primeiro turno das eleições levantou o que foi chamado de tsunami de votos, que desfigurou completamente o cenário previsto pelas pesquisas eleitorais. 

Colocou Zema , do Novo, em primeiro lugar em Minas Gerais, varrendo do cenário o petista Pimentel, que levou Dilma junto. 

O mesmo aconteceu com a ascensão de Wilson Witzel no Rio de Janeiro.

A onda que provocou elegeu 51 deputados federais para o seu partido, então, quase desconhecido. 

Major Olímpio, seu candidato ao Senado em São Paulo, o maior colégio eleitoral do País, desbancou Suplicy do eterno primeiro lugar das pesquisas. Janaína Pascal, que seria sua vice, teve cerca de dois milhões de votos.

Diante de tudo isso, comentaristas políticos davam como certa a sua eleição no primeiro turno, antes de poderem ser divulgados os primeiros resultados da corrida presidencial, que só poderia acontecer depois das 19h.

No entanto, ele parece ter ficado fora da onda ascendente provocada por ele mesmo. Sua eleição no primeiro turno, motivo lógico de tantos votos que impulsionaram tantos candidatos, não aconteceu.

Isso é MUITO estranho, sobretudo diante de tantas denúncias de fraudes.


Alguém poderia esclarecer?O que o

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Tucanagens



 Com a quase evidente derrocada da candidatura Alkmin (Geraldo Alkmin, do PSDB), um grande aporte de atenção foi dado a de Amoedo (João Amoedo do Partido Novo) , e ele subiu para 4% nas pesquisas eleitorais.

Diante disso, foi sentida a necessidade de mais informações a respeito do candidato do Partido Novo e sua biografia.  Numa pesquisa no seu próprio site,  clicando no botão que indica  sua história encontramos:

"Se você ainda não ouviu falar do João Amoêdo, não se preocupe. Ele não é um candidato normal. Ele não está envolvido em escândalos de corrupção, negociações com outros partidos, não tem sobrenome político.

João é um cidadão comum, que resolveu sair da indignação para a ação.

Em 2010, junto com 180 cidadãos que não eram políticos, fundou o NOVO: um partido com filiados ficha-limpa, que faz processo seletivo para seus candidatos e o único que se mantém apenas com doações voluntárias de seus apoiadores, sem usar dinheiro público. Um partido de princípios e valores, que acredita no poder e na capacidade das pessoas. "

Então, a biografia dele começa em 2010… clicando no botão “saiba mais” abre uma página que faz propaganda do partido, não fala mais nada sobre a vida do candidato.

Em outros lugares da Web, ficamos sabendo que ele não não é um cidadão comum, a menos que existam alguns milhões de banqueiros em nosso País. Ele, "João Dionisio Amoêdo, é engenheiro e administrador de empresas que construiu carreira em bancos e acabou se tornando um banqueiro. Começou estagiário no Citibank e acabou virando sócio da BBA. Tem relacionamento longo e estreito com Armínio Fraga, Gustavo Franco e boa parte do escalão da equipe econômica do governo FHC. Foi presidente do Partido Novo até recentemente, quando deixou o cargo para poder disputar algum cargo nas próximas eleições. É o principal homem da legenda." - segundo João Filho, no site  The Intercept, em postagem de 5 de novembro de 2017

Em junho de 1988, um grupo de dissidentes do,  então, PMDB entre eles, Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas, José Serra, Geraldo Alkmin, Aécio Neves e outros, fundaram o PSDB em razão de discórdias com o governo de José Sarney.

Em setembro de 2017, Gustavo Franco, economista, um dos formuladores do Plano Real e ex-presidente do Banco Central no governo de Fernando Henrique Cardoso, anunciou sua saída do PSDB, em meio à crise do partido, dessa vez por desacordo com o governo Temer. Ele passou, então, desde essa data, a integrar o Partido Novo,  elaborando o programa de governo e presidindo a fundação do partido, segundo a Folha de São Paulo, dizendo também que  Edmar Bacha deveria  integrar o novo partido.

Sendo verdade esses fatos, podemos concluir que o Partido Novo é uma nova versão do antigo PSDB, que por sua vez tem sua raiz no PMDB de Temer e Sarney, que tanta afinidade têm com o PT de Lula.

Exercendo o papel de oposição fake nos governos petistas, o  PSDB de FHC teve papel decisivo para  que Lula não sofresse impeachment na época do mensalão, e hoje sabemos do envolvimento de muitos de seus integrantes em ações  de investigação   da  Operação Lava Jato, embora a nossa imprensa não tenha levantado pontos que  fizessem links  de um fato  a outro.

Lula, Temer e tucanos sempre trabalharam juntos para que o Brasil chegasse onde chegou. Eles falam do que acreditam ser benesses, mas o povo tem sentido na pele que a Venezuela é logo ali, e que a nossa Petrobras quase  teve o mesmo destino da PDVSA, a companhia de petróleo do país de Chavez e Maduro amigos de Lula e do PT, hoje grande exportador de refugiados para o Brasil e para  todos  os países vizinhos. 

Se o tucanos fossem, realmente, oposição e se não tivéssemos uma imprensa comprometida com os mesmos ideais políticos que os movem, a Operação Lava Jato não teria a importância que tem, uma vez que os malfeitos teriam vindo à tona à medida em que aconteciam e os resultados não seriam tão danosos como o são.

Quando esses fatos foram divulgados nas redes sociais, começaram a parecer postagens muito parecidas com o que Flavio Quintela publicou no jornal “Gazeta do Povo” de hoje, 28/08/17, numa postagem em que critica a nossa juventude, colocando a culpa na esquerda pelos horríveis defeitos que aponta nos jovens de direita. Lá no meio do artigo  ele coloca esse parágrafo:

"O caso que me levou a escrever este texto foi justamente o relacionado a João Amoêdo. Bastou que o candidato do Partido Novo aparecesse com 4% das intenções de voto na pesquisa do BTG Pactual para que a militância virtual de Bolsonaro se engajasse em atacá-lo de diversas formas, incluindo a disseminação de memes de mau gosto, teorias conspiratórias sobre a formação do Novo, assassinato de reputação do próprio Amoêdo, trogloditismo e capslockismo contra qualquer militante do partido, e assim por diante. O resultado prático desse modo de agir será o afastamento dos eleitores do Novo em um eventual segundo turno com a presença de Bolsonaro, ou seja, menos ajuda para conseguir os 50% mais um dos votos válidos.”

Cabe aqui um questionamento:
Como assim, assassinato de reputação? 
Por acaso é mentira que Amoedo é um banqueiro poderoso, aliado de outros tantos, que criou um partido com tucanos de velhas plumagens e chamou esse partido de Novo? 
Dizer isso é teoria da conspiração?
Assassinato de reputação?

As opiniões vindas a partir da publicação dessas verdades, omitidas (propositalmente?) até agora, devem ser silenciadas por conta de lacração autoritária de quem se considera chefe feudal de determinado número de seguidores nas redes sociais?

Nesse caso, cabe também a ilação de que certos "senhores de feudos”das redes sociais, pessoas que têm muitos seguidores, podem estar produzindo  postagens como mercenários. É muita forçação de barra!
Coisa de quem pensa que o povo é burro.

sábado, 4 de agosto de 2018

Manipulação


Sobre a desqualificação  do editorial de O Globo do dia primeiro de abril de 1964,  após 30 anos. Onde fica a ética do jornalismo?







O episódio da jornalista Myriam Leitão “desmentindo" o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro, acontecido no dia três de agosto último, chama atenção para um comportamento muito perigoso praticado por renomados profissionais do jornalismo.

O candidato havia dito, durante a entrevista no canal televisivo Globo News,  integrante do grupo Globo de Comunicações,  que na edição de primeiro de abril de 1964 do famoso jornal,  logo em seguida à tomada do governo pelos militares, o seu diretor, Roberto Marinho, tecia elogios aos militares e assegurava que o fato ocorrido era um grande bem para a Nação Brasileira.  Seu texto dizia que os militares haviam livrado o País de  um "Governo irresponsável, que insistia  em arrasta-lo  para rumos contrários à sua vocação e tradições.”

Terminada a entrevista, a jornalista que capitaneava a equipe que o entrevistava, pediu um tempo, e logo começou a dizer para câmera o que parecia ouvir pelo “ponto”.  

Ela falava em nome do jornal, dizendo que, de fato,  seu diretor havia escrito aquele editorial em primeiro de abril de 1964 (não era mentira), no entanto, 30 anos depois, em 2013, o mesmo jornal havia publicado um novo editorial corrigindo o que seria um erro, afirmando que sim, a tomada do governo pelos militares foi um golpe. Sendo que, Roberto Marinho, autor do texto renegado,  e proprietário do jornal, havia falecido em 2003. 

Podemos observar em tal fato, acontecido  em uma transmissão de televisão ao vivo, que 10 anos após sua morte, os empregados do jornal resolveram se amotinar e dizer que ele estava errado. Em outras palavras, o que ele disse era mentira.

Caso não seja devidamente esclarecido, constatamos uma  evidente corrupção do serviço de jornalismo praticada pelos jornalistas tanto em 2013, como agora..  Foi exibida uma clara intenção de mudar o passado, à custa de desacreditar os que os o haviam registrado jornalisticamente.

Caso tenham sucesso, o que aconteceu em 1964 fica revogado, deixa de existir por vontade de meia dúzia de jornalistas que resolveu mudar o passado em favor de suas crenças ideológicas, ou por outro motivo escuso. Impressiona a audácia. Falam em transmissão ao vivo de TV, pomposamente transmitindo a ideia de que basta dizer naquele veículo, daquela forma para ser verdade.

Então, os jornalistas têm o poder de alterar os fatos registrados no passado por outros profissionais da área que não mais aqui estão para se defender?

Diante de tal situação, como fica o público que os paga para receber informações acreditando que elas sejam precisas e corretas, que correspondam à verdade dos fatos, à realidade? 

O que foi exibido pela Globo News foi uma concreta alteração da realidade, uma mudança do que fora registrado no passado pelo mesmo jornal.  Podemos supor que desejam que o público se esqueça do que realmente aconteceu em 1964, publicado pelo jornal, para adotar como verdadeira a nova versão daqueles fatos formulada 30 anos depois. Uma empresa de jornalismo, que vive de vender informações, agora se sente poderosa o suficiente para modificar o que foi  por ela mesma publicado em tempos passados.  Em quem devemos acreditar, na pessoa que os vivenciou  e deu por escrito a sua análise enquanto vivia concretamente o contexto, ou nos jornalistas de 30 anos depois, que já não dão tanto valor ao rigor da realidade dos fatos, considerando que podem mudar o que outro jornalista escreveu, demonstrando assim um enorme desprezo pela ética profissional? 

Qual o grau de confiabilidade de uma empresa que assim se comporta, expondo tal postura ao vivo, num importante momento da vida do País?  Se podem fazer isso, certamente acreditam que possam fazer o que descrevem  esses trechos  de George Orwell  no livro de ficção  “1984”:



"O Partido dizia que Oceânia jamais fora aliada da Eurásia. Ele, Winston Smith, sabia que a Oceânia fora aliada da Eurásia não mais que quatro anos antes. Mas em que local existia  esse conhecimento?  Apenas em sua própria consciência que, de todo modo, em breve seria aniquilada. E se todos os outros aceitassem mentira imposta pelo Partido – , a mentira tornava-se história e virava verdade. “Quem controla o passado controla o  futuro; quem controla o presente controla o passado”rezava o lema do Partido. […]
"As mensagens que Winston recebera diziam respeito a artigos e reportagens que por esse ou aquele motivo foram julgados necessário alterar – ou, no linguajar oficial, retificar. Por exemplo, a leitura do Times de 17 de março dava a impressão de que, num discurso proferido na véspera, o Grande Irmão previra que as coisas permaneceriam calmas no fronte do sul da Índia, mas que o Norte da África em breve assistiria a uma ofensa das forças eurasianas. Na verdade, porém, o alto-comando da Eurásia lançara uma ofensiva sobre o sul da Índia, deixando o norte da África em paz. Assim, era necessário reescrever um parágrafo do discurso do Grande Irmão, de forma a garantir que a previsão que ele havia feito tivesse de acordo com aquilo que realmente acontecera. […] 

Depois de efetuadas todas as correções a que determinada edição do Times precisava ser submetida e uma vez procedida a inclusão de todas as emendas, a edição era reimpressa, o original era destruído e a cópia corrigida era arquivada no lugar da outra. Esse processo de alteração contínua valia não apenas para jornais como também para livros, periódicos, panfletos, cartazes, folhetos, filmes, trilhas sonoras, desenhos animados, fotos – enfim, para todo tipo de literatura ou documentação que pudesse vir a ter algum significado político ou ideológico. Dia a dia, quase minuto minuto, o passado era atualizado. Desse modo era possível comprovar com evidências documentais que todas as previsões feitas pelo Partido haviam sido acertadas; sendo que, simultaneamente, todo vestígio de notícia ou manifestação de opinião conflitante com as necessidades do momento eram eliminados."

Lendo o livro completo, podemos avaliar, ainda que hipoteticamente, aonde chega um povo enganado pelas suas fontes de informação, mas o emprego da lógica  também pode ser  de  excelente  ajuda.

Precisamos refletir, que tipo dano causa quem manipula informações, quem falsifica a realidade e vende como notícia verdadeira opiniões tendenciosas com o objetivo de capturar as consciências  das pessoas e conduzi-las  ao serviço de  interesses que certamente  não seriam considerados publicáveis.

Ai da humanidade se não houvesse a internet! Para quem crê, esse é um instrumento da misericórdia divina,  pela qual nossa preciosa liberdade é preservada. Imagine, se ela não existisse, como acontece no livro “1984”, com grande probabilidade, estaríamos comprando mentiras como se fossem verdades cristalinas. Como poderiam ser checadas as notícias que nos chegam, como saber de opiniões divergentes das que nos são dadas como ração, a mesma, praticamente,  em todos os veículos? Como saber de tudo o que nos queiram esconder? 

Giselle Neves Moreira de Aguiar