quarta-feira, 8 de julho de 2020

Antiga luta em tempo novo

A doença do Presidente Bolsonaro elucida muito, traz à luz o que tem sido escondido, camuflado, disfarçado. Nas redes sociais, as manifestações de uma médica e de um jornalista se alegrando com a doença do PR e desejando seu sofrimento e sua morte, causam espécie.

Quanto a jornalistas, já nos acostumamos com a mesquinharia dos seus sentimentos destilados todos os dias nos veículos de “informação”. Seu universo hoje se reduz à doença, o mal que causa, os perigos, e quantas vítimas causou no dia. Como se ela fosse sua única tábua de salvação, para fazer o povo sentir pelo presidente que elegeu o mesmo que esse “jornalismo” parece sentir: uma profunda rejeição, um medo, um pavor; para isso, usa a doença como instrumento.  O comportamento de tal jornalismo o povo já percebeu como doença e  mantém em crescente isolamento os por ela acometidos, para defender a própria saúde mental.

Mas, detectar esse ódio  em médicos é muito assustador. A postagem, na rede social, da médica eufórica com o possível sofrimento e morte do PR, conduz o nosso raciocínio a  dolorosos caminhos. Será ela a única a pensar e sentir assim? Existe a possibilidade do ódio ao presidente ser tamanho, a tal ponto  que medicamentos como a Hidroxicloroquina e a Ivermectina, usados popularmente há longos anos, e que o conhecimento empírico tem demonstrado sua eficácia, logo nos primeiros sintomas da  triste doença, não são receitados por pura pirraça, ou por desejo de que o povo sofra e morra, para que eles estejam certos e o presidente errado? 

O povo  parece  estar à mercê de pessoas moralmente  doentes, que têm o comportamento pautado apenas por seus próprios sentimentos, e esses, tão mesquinhos! 

A observação dos desatinos não acontece só no jornalismo e na medicina, uma vez que no meio politico já é óbvio ululante:

Membros do poder judiciário também não ficam para trás nessa corrida para a desumanização da vida no Brasil. Com o apoio da OAB, têm cometido atos muito próximos aos de médicos que preferem ver o paciente sofrer e morrer  a dar o braço a torcer, a admitirem que são meros seres humanos, e portanto, com grande habilidade para cometer erros, como qualquer pobre mortal.  Trabalham a favor do próprio ego, ainda que seja claramente contra a lei e contra o povo.

 A classe dos militares parece ter se encantado tanto, com tantas novas  funções exercidas no governo, que se esquece de que também é formada de cidadãos que têm o dever de observar as ameaças e agruras sofridas pelo povo, sob domínio de usurpadores déspotas, e deixam de fazer a sua parte, exercer sua devida função: defender o povo de inimigos externos que parecem já dominar importantes instituições do País, por meio de dóceis e obedientes prepostos que, ao que parece, são regiamente pagos.  Nossos militares  não conseguem ver isso, ou  se comportam conforme  um script secreto? 

O povo, na imensa maioria cristão, o dono do poder democrático, elegeu um presidente à sua imagem e semelhança. Mas observa que sua terra foi tomada pelo inimigo de Deus, o pai  da mentira, o controlador dos que usam os próprios cargos na função inversa que deveriam ter. Dos que querem chamar a verdade de mentira e a mentira de verdade, o mal de bem e o Bem de mal, o ódio de amor e o amor de ódio (Salve George Orwell!). 

Não lhes resta outra alternativa, ao povo e seu PR, do que a de continuar a agir conforme convém a quem escolhe viver sob a lei do Amor e da Verdade, sob Deus, que abrange todas as leis, pela sua simplicidade. Essa riqueza, sabem, nem a morte pode tirar, por isso conseguem ter a tranquilidade de um coração leve e confiante, o único capaz de sentir a verdadeira alegria, porque o próprio Deus é sua guarda. Preservar a própria identidade num mundo  dominado por  zumbis é o maior de todos os milagres, por isso se  sentem ricos e capazes de se alegrar, apesar de todos os pesares. Viva o povo brasileiro!!!

Giselle Neves Moreira de Aguiar

quinta-feira, 19 de março de 2020

Assepsia

Estadão:
“Presidente do STF destaca papel dos veículos de comunicação em informar a população sobre o avanço da doença ao lado de Bolsonaro, que tem criticado jornalistas em diversas ocasiões”
Veja a reportagem


Observemos o grau de desfaçatez da autoridade aliada à imprensa.
O presidente Bolsonaro foi eleito democraticamente, defendendo uma agenda desejada pela maioria da população.
No entanto, todos os poderosos sob cujas barbas aconteciam o espólio dos bens materiais, culturais e morais do nosso povo se unem para derrubá-lo.

Demonstram não ter o mínimo respeito e interesse pelo bem do povo quando usam uma situação tão dolorosa e difícil de uma pandemia como arma política. 

Sua atitude é como a de alguém que fica ofendendo e humilhando e criticando um médico enquanto ele cuida de diversos enfermos. 

Quando deveriam ajudar, diabolicamente, ficam o tempo todo insinuando, ironizando, diminuindo quem está fazendo tudo da melhor forma possível. 

Muito diferente da forma como acontecia antes, com os interesses ideológicos pautando a vida da Nação, milhões do nosso erário sendo desviados para sustentar a ideologia em outros países, a corrupção correndo solta, inclusive no jornalismo.

Naquela época, o mesmo sistema  se silenciava enquanto toda essa baderna acontecia para que o povo não soubesse o que estava acontecendo, porque era cúmplice do movimento que quer dominar o mundo. 

E para que  isso aconteça é necessário que a liberdade desapareça. Que o povo sacrifique, lentamente, sua liberdade, seu livre arbítrio, em favor de uma “consciência mundial”, que diz que tudo tem ser política e ecologicamente correto, que são pautas atuais, mas que podem ser mudadas de acordo com as “circunstâncias”.

A principal, e quase única, função da “imprensa” tem sido defender essas bandeiras.
Observe que as pautas dos principais veículos de comunicação só falam delas.
Isso acontece no mundo inteiro, no mundo que  magnatas bonzinhos querem controlar para que não haja mais guerras... As guerras só fazem bem aos fabricantes e negociantes de armas...
Por isso é preciso “congregar” a humanidade num único pensamento. O pensamento da meia dúzia de poderosos que querem tomar o lugar de Deus, da família, das raizes culturais, da fé e dos paradigmas.

Eles decidiram que o povo todo é burro e ignorante, que não tem condições de escolher seus governantes sem que suas vontades sejam “dirigidas” pelas celebridades do jornalismo e do entretenimento.

O advento da internet, as redes sociais, sobretudo as coletivas de imprensa acontecidas logo após as principais ações da Operação Lava Jato, expuseram o que essa “maravilhosa” mídia escondia.

Agora, os maiores fabricantes de fake news, os mesmos que fizeram de tudo para eleger o candidato do partido que tanto ofendeu a dignidade do povo, sob todos os aspectos, querem continuar a exercer o controle das mentes e corações do povo, fazendo juízo de valor sobre cada ato do governo eleito pelo povo.

A falsa imprensa tem o apoio declarado dos corruptos e seus protetores alojados nos outros dois poderes, como mostra o link do Estadão e tantas publicações mostrando o idílio entre a “imprensa” e o presidente da Câmara dos Deputados.

Atuais integrantes dos poderes legislativo e judiciário, querem continuar na mamata, que sempre viveram acobertados pela “imprensa”, conhecida como o quarto poder.
O grau de desfaçatez só tem aumentado, assim como a paciência do povo, que poderá exigir do seu presidente que aproveite o quase caos instalado, pelas ações dos que se mostram irresponsáveis, e adote medidas compatíveis com a situação que geraram.

O presidente, tomando tais iniciativas, com certeza terá todo apoio de Deus e do povo, os únicos e legítimos detentores do Poder, o efetivo e o democrático, respectivamente.

No Peru foi assim. Depois, poderá aqui, devido às forças que atuaram no também no Peru, ser necessário o uso de um cabo e dois soldados.
Em tempo de assepsia, não se pode brincar, muito menos negligenciar.

Minha opinião se apoia na do renomado
Vargas Llosa, leia aqui.

segunda-feira, 9 de março de 2020

Responsabilidade profissional

No curso de jornalismo assistimos a um filme, “Obrigado por fumar”, dirigido por Jason  Reitman, em que uma repórter seduz um lobista da indústria de tabaco  e extrai dele informações  que condenavam a produção de cigarro, passado a ser visto como tão nocivo.  

Naquela época, aconteceu uma grande ação da mídia em todas as áreas, desde o entretenimento até o jornalismo, condenando as indústrias de cigarros. O filme mostra tudo isso como sendo usado pela industria tabagista a favor do uso do cigarro.
Companhias tiveram que pagar indenizações homéricas à famílias de pessoas que contraíram câncer devido ao uso do tabaco, impulsionadas pela propaganda, considerada enganosa, que dele faziam.

A repercussão do caso da entrevista do médico Varela no Fantástico (em que uma reportagem enganosa tenta impor valores contrários aos princípios do nosso povo), traz à tona algo que pode ser similar:

Fico pensando se as famílias que perderam filhos para a perversão entrassem na Justiça pedindo indenizações às empresas produtoras de novelas, filmes, programas mistos de jornalismo e entretenimento e jornalismo  devido aos efeitos negativos de seus produtos produzidos na saúde mental e física de seus filhos, ocasionando dolorosas consequências, que  até chegam causar a morte deles, depois grandíssimo sofrimento.

Podemos incluir aí professores e escolas que promovem e apoiam a degradação dos valores culturais, o que tem dado origem à tanta barbaridade?
E o quê poderia ser feito em relação à  autoridades do Poder Judiciário  dando respaldo a esse tipo comportamento?

terça-feira, 11 de junho de 2019

Espionagem e jornalismo como militância política




 Depois do jornalista americano Glenn Greenwald postar no portal "The Intercept" mensagens  roubadas de celulares hackeados do Ministro Sérgio Moro e de integrantes da força tarefa da Operação Lava Jato, tem surgido informações de que ele estaria associado ao hacker americano Edward Snowden, o que divulgou informações de que  seu governo, na época presidido por Barack Obama, monitorava informações sobre pessoas, bem à moda Big Brother, ou “1984", de G. Orwell, sem que isso fosse aprovado ou, pelo menos, conhecido pela população.

Em 2016 tentei fazer uma  análise• da qual retirei as partes relativas a Snowden.

Com tais informações, e diante de tudo o que temos observado sobre o envolvimento de jornalistas na  militância política, sobra espaço suficiente para supor que o rapaz, agindo de boa fé, e confiando na idoneidade dos profissionais, foi mais uma vítima do jornalismo militante, sem ética.  Foi traído pelo bom conceito que fazia do jornalismo.


Pode ter sido vítima de uma cilada, uma vez que o jornalista a quem entregou os arquivos reveladores era envolvido com as forças que tencionam dominar o mundo, as que preferem que todos os "whistleblowers" (Expressão inglesa que pode ser traduzida como 'sopradores de apitos' para designar pessoas que alertam a humanidade para determinado fato que significa grande perigo.) sejam vistos como traidores da pátria, para que ela possa continuar a ser, cada vez com mais força, conduzida por mãos de ferro que, em nome da segurança, tratam todos os cidadãos como se fossem pessoas incapazes de escolher as próprias condições de vida.

Apesar de manifestações populares a seu favor, a mídia voltou o foco para a  “traição" que havia cometido, ao invés de defendê-lo como fonte de informações tão preciosa. Ele foi execrado, e hoje vive asilado no país que sempre considerou o principal inimigo do seu povo. Ele, que vivia e se arriscou para defender a LIBERDADE, que sempre foi a bandeira do seu país. 

Por outro lado, podemos fazer ilações sobre o comportamento do jornalista que divulgou os  arquivos de Snowden e do Ministro Sérgio Moro; no primeiro caso, o hacker procurou o jornal para o qual trabalhava, o inglês The Guardian, para denunciar um abuso da autoridade sobre os direitos civis da população. No segundo caso, ele pode ter se empolgado, e contratado hackers para invadir os celulares das autoridades de um país estrangeiro e publicado seus assuntos pessoais, sem que algo relevante, uma falta grave confessada, ou fato semelhante, cuja publicação fosse de interesse da população,  como no caso de Snowden.

Aqui temos uma verdadeira explicitação do modus perandi do jornalismo atual, que perdeu o sentido da própria existência: o direito do povo à informação limpa e fiel aos fatos, passando  a fazer o papel de monitor de consciências, querendo, com suas publicações induzir o povo a pensar, e agir, como o desejam seus mentores e patrões, que dominam os principais jornais do mundo. 

Os que continuam a cultivar os valores que trouxeram a humanidade até aqui, principalmente a autoridade divina, não sabem agradecer à ela a maravilha da internet, com a qual provê as necessidades intelectuais da humanidade, disponibilizando todo o conhecimento humano conseguido até aqui. O povo que cultiva os valores espirituais faz muito bom proveito de tantas informações preciosas; assim, sua visão de mundo vai se tornando infinitamente mais ampla do que a dos controladores materialistas, que têm se tornado cada vez mais míopes.

Eis o texto de 2016. Observe, e assista, os  vídeos dos links:

Em junho de 2013 o jornal inglês, “The Guardian” e o americano "Washington Post” publicam reportagens, baseadas em documentos, que dizem que a NSA, Agência de Segurança Nacional americana, monitora(va?) comunicações  via internet e telefone de pessoas e instituições do mundo inteiro. Em julho, “O Globo” do Brasil reporta que a Presidente Dilma Roussef e a Petrobrás estavam entre ‘os espionados’. A fonte era Edward Snowden, que  havia entregado ao jornalista  Glenn Grenwald e à cineasta Laura Poitras, com todo cuidado, por meio de mensagens criptografadas, as informações recolhidas em seu trabalho.

Snowden é acusado pelo governo americano de espionagem, roubo e conversão de propriedade do governo. Segundo o que foi publicado na mídia, ele era um hacker ético. Sua função era testar a segurança de redes e sistemas de computadores para observar a existência de possíveis fragilidades a serem reparadas.

 Foi ao ar em 02/06/2014 no programa Milênio, da GloboNews, a entrevista de Edward Snowden à  jornalista da Rede Globo, Sonia Bridi, em Moscou, na Rússia, onde o jovem se encontra asilado.  

 A entrevista foi muito reveladora: “Eu sou cria da internet”, disse ele. Desde bem pequeno vivia deslumbrado com os aparelhos eletrônicos, queria  desmontá-los todos para verificar o mecanismo de funcionamento. Seus pais lhe diziam que poderia desmontar os que fossem somente do seu uso, como o game, por exemplo, mas não a torradeira, ou o microondas, de uso coletivo da família. Era um adolescente inteligente, ativo, curioso e impulsivo, como a maioria dos de hoje, porém  sob orientação de pais presentes e atuantes na sua formação, como acontecia na maioria das famílias no início e meados do século passado. Uma característica que não pode ser mais observada nos adolescentes de hoje, pelo menos nos que podemos observar no Brasil. Aqui, no geral, os pais não exercem mais influencia sobre os filhos.

Snowden mostra conservar o espirito de cidadania no qual o senso de justiça é grandemente  valorizado, fruto da cultura e educação que crianças e jovens recebiam no século passado. Quando aconteceu o atentado às torres gêmeas em Nova York, em 2001, tinha 18 anos e tanta dignidade civil que alistou-se  como soldado do Exército dos Estados Unidos porque “sentia que tinha a obrigação, como um ser humano, de ajudar a libertar as pessoas da opressão” porque "acreditava  no que o governo estava dizendo na época, que o Iraque estava desenvolvendo armas de destruição em massa. Eu achei que servir era generoso, uma atitude nobre”, disse à Sônia Bridi. Por ter quebrado as duas pernas num treinamento, não pode ir para o Iraque e passou a servir seu país com suas habilidades e tecnologia por meio de instituições de serviços secretos.

Nesses serviços, o jovem acumulava informações, mas não somente as relativas aos trabalhos ordenados. Observava muito o ambiente e as pessoas com as quais tratava. Eram, muitas vezes, as que exerciam papel relevante nas decisões  tomadas pelo Estado e que interferiam na vida não só dos americanos mas nas pessoas do mundo todo.

 Com a mesma visão dos jovens de antes, ele analisava interiormente todas essas informações comparando-as com os paradigmas da formação que recebera, como pessoa e cidadão. As maioria das pessoas de hoje não são mais assim; submetidas diariamente a uma torrente de informações, tendem a ser guiadas por impulsos da sensibilidade, usando cada vez menos a capacidade analítica. Decidem pela simpatia, depois se envolvem em argumentos que confirmem o acerto da escolha, sejam eles lógicos, inteligentes, ou não.

Snowden se mostra fora desse pensar coletivo. Apesar de estar, em termos de conhecimento de tecnologia,  além da imensa maioria das pessoas da sua espécie, esses conhecimentos não fazem dele uma pessoa que atua movida por impulsos, o que o diferencia da imagem que temos dos hackers: pessoas conscientes de suas habilidades em TI ( tecnologia da informação) mas imaturas em termos de convívio social. Seguindo seus impulsos, eles realizam trabalhos inéditos, descobrem mais conhecimentos sem, no entanto, ponderar quanto a seu significado para a vida dos seres humanos neste planeta;  se considerar a História, que maioria deles desconhece, por estar quase sempre encantada pelas novas descobertas da tecnologia feitas pelos próprios.

A singularidade de Snowden é  caracterizada pelo fato dele reunir em si as habilidades dos hackers, o espírito analítico e o alcance do significado dos dados que assimilava; mas acima de tudo, está em ser comandado por um espírito de respeito pela dignidade humana, talvez maior ainda em função dos mesmos atributos. Tal singularidade  o  torna uma a pessoa que encanta os que se orgulham de serem humanos.

Com todas essas virtudes, ou mesmo por causa delas, foi a Hong Kong para entregar os arquivos a serem divulgados pela mídia do mundo todo. Começa então sua desventura,  seu verdadeiro martírio, no qual se encontra ainda hoje. Logo após a publicação das informações por ele fornecidas, seu passaporte foi cancelado, foi pedida a sua extradição, mas ele conseguiu chegar até o aeroporto de Moscou onde fica ‘preso' por 40 dias vivendo um tipo vida muito pior do que a que Tom Hanks viveu no filme “O terminal”, de Spielberg. Sentia-se constantemente ameaçado das mais diversas maneiras, tal e qual  vemos acontecer  em  filmes. 

Era considerado um traidor da pátria, não tinha passaporte, as autoridades do seu país o queriam para julgar e condenar como o pior de todos os vilões. Dali, pediu asilo a 21 países, entre eles:  Alemanha, Áustria, Bolívia, Brasil, China, Cuba, Finlândia, França, Índia, Itália, Irlanda, Países Baixos, Nicarágua, Noruega, Polónia, Espanha, Suíça e Venezuela. Os países que responderam afirmativamente seu pedido de asilo foram a Venezuela, o Equador e a Bolívia, os “bolivarianos de Chaves”, cujos governos se manifestam ostensivamente contra os EUA. Por causa do cancelamento de seu passaporte, não pode viajar, ficando retido no aeroporto. O avião de Evo Morales, presidente da Bolívia teve seu avião impedido de sobrevoar países europeus, devido à possibilidade de Snowden estar a bordo. Enquanto isso, ele permanecia no terminal, como Tom Hanks, sob grandes ameaças. Em primeiro de agosto recebe, por um ano,  asilo da Rússia, onde ainda se encontra depois de o ter renovado.


Agora, analisemos essa história tentando esclarecer que tipo de mundo habitamos e quais são os seus paradigmas; se são claros e precisos a ponto de poder serem seguidos por quem queira se considerar sensato.

O jovem Edward nasceu e cresceu no que o mundo considera o "filé mignon” do planeta. Teve todo o conforto necessário para se desenvolver com saúde e educação da melhor qualificação. Passou a infância e adolescência acreditando no sonho americano de democracia, direitos humanos e civis, que sua pátria era  a terra da liberdade, onde todos têm os mesmos direitos e deveres, para com o país e os seres humanos.

Esse pensamento pode ser  notado na sua atitude  em se alistar no Exército, depois da queda das torres gêmeas, para defender seu país e os direitos humanos. Não podendo seguir para a guerra, deve ter se sentido honrado quando foi convidado a servir ao país como o especialista em informação digital da CIA. 

Nesse cargo o jovem, naturalmente inflamado de ardor cívico, observava que alguns de seus superiores não se comportavam como os heróis americanos dos filmes de Hollywood. As formas e o uso das informações obtidas não eram compatíveis com seu cargo de hacker ético.

Segundo seu próprio relato, o estopim para detonar a decisão de comunicar ao mundo tudo o que apreendia, aconteceu quando viu, no Congresso, James Clapper, o chefe da espionagem americana, mentir ao responder: ‘Não', quando  foi perguntado: ‘Os Estados Unidos monitoram informações de milhões de americanos?’ Segundo ele, tanto Clapper quanto os deputados sabiam que estava mentindo e ninguém disse nada.

Seu fervoroso espírito jovem não podia fugir ao dever de defender o povo da mentira, divulgando a verdade. "O público precisa decidir se esses programas e políticas são certos ou errados”, disse ao "The Guardian”. Era um legítimo hacker agindo como um cidadão sensato do século passado. Ele mesmo disse  à Sônia Bridi numa matéria sobre a mesma entrevista levada ao ar, na revista "Fantástico", na rede Globo, em 01/06/2014: “Eu sentia que devia tornar isso público, com responsabilidade. E a maneira de impedir que a minha opinião prevalecesse, foi fazendo parceria com jornalistas competentes, e instituições sérias, que confio, que iriam checar as informações, equilibrar a cobertura. Como "The Guardian", "Washington Post", "New York Times", “ O Globo” e "Der Spiegel". Deixei a imprensa livre fazer o que faz melhor: ajudar os cidadãos a se tornarem eleitores informados, que pensam em que tipo de sociedade querem viver.” 

Para ele, esse debate não é sobre privacidade. É sobre liberdade. O equilíbrio entre os direitos individuais e o direito que o governo tem de coletar informações. "Se vigiarmos cada homem, mulher e criança, da hora em que nascem até a hora que morrerem, podemos dizer que eles são livres? Isso é muito perigoso. Porque mudamos nosso comportamento se sabemos que estamos sendo vigiados. É uma ameaça à democracia”; continuou falando na entrevista.

O que ganhou o jovem que seguia à risca os ideais  que seu  povo ensina às crianças e jovens ao longo vários séculos? Apenas perseguição e o título de traidor. As autoridades do seu país consideram inimigos os que o acolherem. Se deportado, poderá ser condenado até à pena de morte, uma vez que, depois da queda das torres gêmeas, os julgamentos dos chamados whistleblowers, os sopradores de apito, os denunciantes de fatos  contra o interesse público, que antes eram  reconhecidos como corajosos heróis, agora, segundo leis de excessão, de casos de guerra são vistos como traidores e desertores.  Por isso Snowden responde à pergunta de Bridi:  “Você enfrentaria um julgamento nos Estados Unidos?" com : "Eu adoraria. Mas não há um julgamento justo me esperando”.

O que aconteceu com os EUA, o país da Democracia e da Justiça?





sábado, 23 de março de 2019

Uma questão de Educação




Durante a campanha presidencial, ficou claro para o eleitorado que os pontos principais do  governo Bolsonaro  teriam três vertentes. A primeira seria o saneamento do problema da corrupção, sempre no sentido da valorização e empenho da Operação Lava Jato, a segunda na abertura da economia, que se encontrava aprisionada nas mãos do governo e nas de meia dúzia de megaempresários cada vez ricos e poderosos, enquanto os pequenos empreendedores faziam concursos para se tornarem funcionários públicos.

Uma espécie de “casamento” onde se supõe o respeito mútuo, aconteceria entre o Presidente e Paulo Guedes, que seria o gestor responsável por distribuir a capacidade de trabalho e realização pessoal  entre  todos os brasileiros vocacionados ao empreendimento, produzindo progresso e qualidade de vida em progressão geométrica, com o objetivo de atingir a todos.

Mas a vertente que mais deu votos a Bolsonaro, foi a relacionada à Educação e à Cultura. Pais e avós  não suportavam mais a dor de ver a degeneração dos seus valores mais preciosos nos corações e mentes de seus filhos, devido à violenta engenharia de manipulação a que os jovens, e até as crianças, eram submetidas nas escolas, sob orientação do Ministério da Educação. 

Sem falar nos produtos de entretenimento e do próprio jornalismo, disseminados nos veículos de comunicação, direcionados à desconstrução dos valores da família; os mesmos que trouxeram a civilidade e progresso até o início dessa política de desconstrução patrocinada pelo Estado e propagada pela mídia mainstream.  Até igrejas se mostravam, ainda  que disfarçadamente, em adesão à polícia de combate à família, como  é naturalmente concebida há milênios.

Assim que tomou posse, Bolsonaro  passou a cumprir suas promessas. Paulo Guedes assumiu o poderoso e amplo Ministério da Economia, sem que ninguém interferisse nas suas escolhas. Tem sido totalmente respeitado.

Para resolver o problema da corrupção generalizada, o presidente contemplou o povo com um também amplo Ministério da Segurança e da Justiça, confiado à figura claramente ilibada do juiz Sérgio Moro.

As pastas da Família, e especialmente a da Educação o Presidente confiou-as à pessoas de grande capacidade e  totalmente sensíveis, que detectavam os problemas que mais faziam sofrer o nosso povo: o do sequestro dos filhos pelo Estado que pretendia definir o tipo de formação moral a que eram submetidas as crianças, adolescentes e jovens. O enorme problema da lobotomização intelectual  que transformava nossos jovens, cada vez mais cedo, em algo muito aquém da capacidade de raciocínio e de transcendência, a característica principal da nossa espécie. 

A Ministra Damaris e o Ministro Vález foram encarregados das pastas mais importantes para a população que votou em Bolsonaro, justamente para defender seus valores invisíveis, cada vez mais vilipendiados pelos que assumiam destaque, na política, no entretenimento, e nas notícias, em toda a vida cultural. Esse era o problema que mais afligia  a população

Os cristãos, que segundo o último censo do IBGE compreendem 86,8% da população, votaram em Bolsonaro para reaver o seu espaço, seu domínio sobre suas casas e suas famílias sem a interferência do Estado Patrão e Babá, que cada vez mais lhes roubava a intimidade, os valores, os amores; querendo obrigá-los a amar o que fossem induzidos, pela escola e pela  mídia, sob o comando de poderosos que nem sabemos quem sejam.

Enquanto a família natural brasileira não se estabelecer como senhora da educação de seus filhos, haverá instabilidade na vida social, porque estaremos submetidos à uma violência desmedida, dirigida à nossa essência, à nossa natureza humana.  

A Educação e a pasta da defesa da família  precisam agir no sentido de recuperar o que natureza humana tem perdido ao longo das últimas décadas com as políticas anti-humanas, antinaturais, disfarçadas de liberdade, servidas a pessoas incapazes de discernir, como crianças, adolescentes e jovens recém entrados nas universidades. 

O que temos visto acontecer são agressões violentas à Ministra Damaris, pela seu posicionamento e atitudes, o que ainda é normal numa democracia, onde todos podem manifestar suas opiniões.  

Mas, pelo que tem sido publicado,  o que tem acontecido com o Ministério da Educação é no mínimo, uma grande falta de respeito. 

Sabe-se que pessoas ligadas ao Ministro Guedes, estão tentando impor uma agenda só liberal ao Ministério da Educação, por meios nada ortodoxos. Como se os conservadores escolhidos para desempenhar  esse papel fossem idiotas ou desprovidos de capacidade. 

Nada contra as ideias  que desejam que sejam implantadas, elas podem ser até vir a ser escolhidas pelo povo, no tempo propício.  Mas antes, é preciso que o povo recupere a própria consciência, que tenha pé das suas origens e embasamentos culturais, depois décadas de informações selecionadas e  dirigidas.

É  preciso, antes, recuperar  Monteiro Lobato, Guimarões Rosa, Shakespeare, Dostoievsky e outros grandes nomes propositalmente omitidos do elenco oferecido  às crianças e aos jovens nas últimas décadas. 

Somente depois de reaver a própria consciência, o autoconhecimento e ter, de novo, o discernimento do mundo, a nossa população jovem poderá escolher, real e livremente, o tipo de caminho  para seguir a própria vida.

Impo-las agora, seria obrigar alguém a escolher de olhos vendados, seria a continuação da doutrinação petista, aplicada em doses homeopáticas e ministradas com cortisona, para que seus efeitos sejam camuflados. 

Porém, o fato mais  grave está em  passar por cima da escolha do Presidente e da liberdade do Ministro escolhido em determinar seus auxiliares mais próximos, é algo inadmissível num ambiente considerado civilizado. 

Assim como os conservadores não têm dado palpite na Ministério da Economia, a praia dos liberais, os liberais  precisam respeitar os conservadores  no  Ministério a eles atribuído. Ingerência nesse sentido é vista, pelo povo simples que tenha delas conhecimento, como  fraude, engodo, enganação.

Que os liberais tenham paciência, aguardem um pouco, logo, logo, já poderão divulgar livremente suas ideias para que as pessoas que se identifiquem com elas as abracem e as adotem, usando de toda a sua real liberdade.

 Assim, como têm feito, por mais disfarçado  que possa parecer,  é uma usurpação, uma violência, que não fica bem em pessoas consideradas tão evoluídas, ainda mais ligadas ao Ministro Paulo Guedes, cuja imagem fica arranhada por ser usado como patrocinador de algo tão anti-democrático, que deve ser classificada como um tipo de corrupção, ainda que pessoalmente ninguém receba benefícios pessoais.
No entanto, ninguém pode dizer que o povo não está sendo enganado com tais práticas.

Giselle Neves Moreira de Aguiar



segunda-feira, 11 de março de 2019

Liberais e Conservadores


Desde as primeiras manifestações pelo impeachment da então presidente Dilma, lutavam lado a lado segmentos de diferentes concepções políticas. Todos os que estavam indignados com a corrupção generalizada que acontecia em quase todos os aspectos da vida  administrativa, política e social do País se uniram em defesa da ordem e lisura na coisa pública.

A campanha presidencial trouxe candidatos ligados a interesses e valores que cada segmento político defendia; destacamos os liberais e os liberais conservadores.

Os liberais são os defensores da liberdade plena dos cidadãos em todas as áreas da vida, mas o foco dos seus interesses está na livre iniciativa comercial, nos aspectos econômicos. Desejam, e lutam, pelo direito de que cada cidadão/ã seja livre para empreender o negócio que julgar bom e conveniente, que o relacionamento entre as partes negociantes sejam o menos regulamentada possível, inclusive o relacionamento entre empregados e patrões.

Enfim, que o Estado seja limitado a cuidar da infraestrutura necessária para que todos possam livremente viver, se manifestar e expandir suas capacidades de produzir o bem em benefício de todos.

Os chamados conservadores, defendem esses mesmos interesses para a vida profissional e produtiva, mas consideram que seja ainda mais  valioso e importante defender e preservar o direito de cada cidadão ter  sua vida regida pelos valores de sua crença religiosa. Nesse caso, defendem o direito de criar os filhos e ter sua vida familiar regida por seus próprios valores. 

No Brasil, segundo o último censo do IBGE, 86,8 % do povo se diz cristão. E foi esse imenso contigente que determinou a vitória do presidente Bolsonaro no último pleito.

Os liberais apoiaram o candidato Bolsonaro no último instante da peleja, somente quando a possibilidade de emplacar seu candidato se tornou nula, ainda que alguns o tenham apoiado pela confiança no então futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

O que se pode observar, após a posse do presidente, é que alguns liberais sentiram seus egos inflarem diante da falta de arrogância de  ministros escolhidos pelo presidente, especialmente para as pastas da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos,  da Educação e das Relações Exteriores, apesar da vastidão da capacidade deles no quesito conhecimento e cultura. Parecem considerar que levar Deus e os valores da Pátria em primeiro lugar seja sinal de pequenez e incapacidade 

Assim, segundo o que foi publicado, articularam para tornar o Ministro da Educação uma figura inócua, e seus subordinados seriam as pessoas que imporiam efetivamente as normas da  educação no Brasil e, junto com elas, valores muito diferentes daqueles pelos quais o povo votou em Bolsonaro.

Por debaixo do pano, tencionavam impor, no plano educacional do Brasil, camuflado pela bandeira da liberdade,  a Agenda 2030 da ONU, onde estão contidos, a ideologia de gênero, a liberação do aborto e o feminismo. 

Tal fato nos leva a concluir que a liberdade que propõem não é lá tão ampla assim, uma vez que, sendo seu plano sendo vitorioso, excluiria, ainda que disfarçada e lentamente,  a liberdade dos pais de família escolherem a formação que desejam dar a seus filhos, não importando que fossem 86,8% da população, a imensa maioria democrática.

Graças a Deus, esse plano foi desarticulado. Esperamos que os liberais sejam cada vez mais parceiros importantes do governo no terreno da Economia, onde são exímios operadores e, quanto à parte cultural, que sejam ainda mais liberais, respeitando o foro íntimo de cada cidadão/ã.

O Brasil precisa de todos. Que o respeito à maioria democrática seja algo natural e corriqueiro, como convém a um povo verdadeiramente evoluído que sabe, muito bem, escolher suas preferências.

Giselle Neves Moreira de Aguiar


sábado, 23 de fevereiro de 2019

Novos tempos.



Já vi gente da esquerda light dizendo que os filhos do Lula eram melhores do que os do Bolsonaro porque estes enchem o saco dizendo o que não devem.

Além da dificuldade com o discernimento, tal fato evidencia  que um Bolsonaro sozinho já incomodaria  bastante o pessoal do antigo “status quo”, que mamava aos borbotões e ainda gozava da fama de “bacana”. 

Imagine, então, o que acontece quando quatro pessoas  empunhando a bandeira política antagônica são eleitas democraticamente, com altíssima votação, tendo elas o mesmo perfil e sobrenome?!

Para os que se viam felizes no mundo da fantasia criado pelos marqueteiros do PT, uma musiquinha infantil parece, hoje, fazer todo sentido:

🎵🎶um Bolsonaro incomoda muita gente, dois , três, quatro Bolsonaros incomodam muito mais...🎵🎶

E o povo, esse tão incompreendido  pelo meio jornalístico, que mais parece marqueteiro, dá risada!...