terça-feira, 11 de junho de 2019

Espionagem e jornalismo como militância política




 Depois do jornalista americano Glenn Greenwald postar no portal "The Intercept" mensagens  roubadas de celulares hackeados do Ministro Sérgio Moro e de integrantes da força tarefa da Operação Lava Jato, tem surgido informações de que ele estaria associado ao hacker americano Edward Snowden, o que divulgou informações de que  seu governo, na época presidido por Barack Obama, monitorava informações sobre pessoas, bem à moda Big Brother, ou “1984", de G. Orwell, sem que isso fosse aprovado ou, pelo menos, conhecido pela população.

Em 2016 tentei fazer uma  análise• da qual retirei as partes relativas a Snowden.

Com tais informações, e diante de tudo o que temos observado sobre o envolvimento de jornalistas na  militância política, sobra espaço suficiente para supor que o rapaz, agindo de boa fé, e confiando na idoneidade dos profissionais, foi mais uma vítima do jornalismo militante, sem ética.  Foi traído pelo bom conceito que fazia do jornalismo.

Pode ter sido vítima de uma cilada, uma vez que o jornalista a quem entregou os arquivos reveladores era envolvido com as forças que tencionam dominar o mundo, as que preferem que todos os "whistleblowers" (Expressão inglesa que pode ser traduzida como 'sopradores de apitos' para designar pessoas que alertam a humanidade para determinado fato que significa grande perigo.) sejam vistos como traidores da pátria, para que ela possa continuar a ser, cada vez com mais força, conduzida por mãos de ferro que, em nome da segurança, tratam todos os cidadãos como se fossem pessoas incapazes de escolher as próprias condições de vida.

Apesar de manifestações populares a seu favor, a mídia voltou o foco para a  “traição" que havia cometido, ao invés de defendê-lo como fonte de informações tão preciosa. Ele foi execrado, e hoje vive asilado no país que sempre considerou o principal inimigo do seu povo. Ele, que vivia e se arriscou para defender a LIBERDADE, que sempre foi a bandeira do seu país. 

Por outro lado, podemos fazer ilações sobre o comportamento do jornalista que divulgou os  arquivos de Snowden e do Ministro Sérgio Moro; no primeiro caso, o hacker procurou o jornal para o qual trabalhava, o inglês The Guardian, para denunciar um abuso da autoridade sobre os direitos civis da população. No segundo caso, ele pode ter se empolgado, e contratado hackers para invadir os celulares das autoridades de um país estrangeiro e publicado seus assuntos pessoais, sem que algo relevante, uma falta grave confessada, ou fato semelhante, cuja publicação fosse de interesse da população,  como no caso de Snowden.

Aqui temos uma verdadeira explicitação do modus perandi do jornalismo atual, que perdeu o sentido da própria existência: o direito do povo à informação limpa e fiel aos fatos, passando  a fazer o papel de monitor de consciências, querendo, com suas publicações induzir o povo a pensar, e agir, como o desejam seus mentores e patrões, que dominam os principais jornais do mundo. 

Os que continuam a cultivar os valores que trouxeram a humanidade até aqui, principalmente a autoridade divina, não sabem agradecer à ela a maravilha da internet, com a qual provê as necessidades intelectuais da humanidade, disponibilizando todo o conhecimento humano conseguido até aqui. O povo que cultiva os valores espirituais faz muito bom proveito de tantas informações preciosas; assim, sua visão de mundo vai se tornando infinitamente mais ampla do que a dos controladores materialistas, que têm se tornado cada vez mais míopes.

Eis o texto de 2016. Observe, e assista, os  vídeos dos links:

Em junho de 2013 o jornal inglês, “The Guardian” e o americano "Washington Post” publicam reportagens, baseadas em documentos, que dizem que a NSA, Agência de Segurança Nacional americana, monitora(va?) comunicações  via internet e telefone de pessoas e instituições do mundo inteiro. Em julho, “O Globo” do Brasil reporta que a Presidente Dilma Roussef e a Petrobrás estavam entre ‘os espionados’. A fonte era Edward Snowden, que  havia entregado ao jornalista  Glenn Grenwald e à cineasta Laura Poitras, com todo cuidado, por meio de mensagens criptografadas, as informações recolhidas em seu trabalho.

Snowden é acusado pelo governo americano de espionagem, roubo e conversão de propriedade do governo. Segundo o que foi publicado na mídia, ele era um hacker ético. Sua função era testar a segurança de redes e sistemas de computadores para observar a existência de possíveis fragilidades a serem reparadas.

 Foi ao ar em 02/06/2014 no programa Milênio, da GloboNews, a entrevista de Edward Snowden à  jornalista da Rede Globo, Sonia Bridi, em Moscou, na Rússia, onde o jovem se encontra asilado.  

 A entrevista foi muito reveladora: “Eu sou cria da internet”, disse ele. Desde bem pequeno vivia deslumbrado com os aparelhos eletrônicos, queria  desmontá-los todos para verificar o mecanismo de funcionamento. Seus pais lhe diziam que poderia desmontar os que fossem somente do seu uso, como o game, por exemplo, mas não a torradeira, ou o microondas, de uso coletivo da família. Era um adolescente inteligente, ativo, curioso e impulsivo, como a maioria dos de hoje, porém  sob orientação de pais presentes e atuantes na sua formação, como acontecia na maioria das famílias no início e meados do século passado. Uma característica que não pode ser mais observada nos adolescentes de hoje, pelo menos nos que podemos observar no Brasil. Aqui, no geral, os pais não exercem mais influencia sobre os filhos.

Snowden mostra conservar o espirito de cidadania no qual o senso de justiça é grandemente  valorizado, fruto da cultura e educação que crianças e jovens recebiam no século passado. Quando aconteceu o atentado às torres gêmeas em Nova York, em 2001, tinha 18 anos e tanta dignidade civil que alistou-se  como soldado do Exército dos Estados Unidos porque “sentia que tinha a obrigação, como um ser humano, de ajudar a libertar as pessoas da opressão” porque "acreditava  no que o governo estava dizendo na época, que o Iraque estava desenvolvendo armas de destruição em massa. Eu achei que servir era generoso, uma atitude nobre”, disse à Sônia Bridi. Por ter quebrado as duas pernas num treinamento, não pode ir para o Iraque e passou a servir seu país com suas habilidades e tecnologia por meio de instituições de serviços secretos.

Nesses serviços, o jovem acumulava informações, mas não somente as relativas aos trabalhos ordenados. Observava muito o ambiente e as pessoas com as quais tratava. Eram, muitas vezes, as que exerciam papel relevante nas decisões  tomadas pelo Estado e que interferiam na vida não só dos americanos mas nas pessoas do mundo todo.

 Com a mesma visão dos jovens de antes, ele analisava interiormente todas essas informações comparando-as com os paradigmas da formação que recebera, como pessoa e cidadão. As maioria das pessoas de hoje não são mais assim; submetidas diariamente a uma torrente de informações, tendem a ser guiadas por impulsos da sensibilidade, usando cada vez menos a capacidade analítica. Decidem pela simpatia, depois se envolvem em argumentos que confirmem o acerto da escolha, sejam eles lógicos, inteligentes, ou não.

Snowden se mostra fora desse pensar coletivo. Apesar de estar, em termos de conhecimento de tecnologia,  além da imensa maioria das pessoas da sua espécie, esses conhecimentos não fazem dele uma pessoa que atua movida por impulsos, o que o diferencia da imagem que temos dos hackers: pessoas conscientes de suas habilidades em TI ( tecnologia da informação) mas imaturas em termos de convívio social. Seguindo seus impulsos, eles realizam trabalhos inéditos, descobrem mais conhecimentos sem, no entanto, ponderar quanto a seu significado para a vida dos seres humanos neste planeta;  se considerar a História, que maioria deles desconhece, por estar quase sempre encantada pelas novas descobertas da tecnologia feitas pelos próprios.

A singularidade de Snowden é  caracterizada pelo fato dele reunir em si as habilidades dos hackers, o espírito analítico e o alcance do significado dos dados que assimilava; mas acima de tudo, está em ser comandado por um espírito de respeito pela dignidade humana, talvez maior ainda em função dos mesmos atributos. Tal singularidade  o  torna uma a pessoa que encanta os que se orgulham de serem humanos.

Com todas essas virtudes, ou mesmo por causa delas, foi a Hong Kong para entregar os arquivos a serem divulgados pela mídia do mundo todo. Começa então sua desventura,  seu verdadeiro martírio, no qual se encontra ainda hoje. Logo após a publicação das informações por ele fornecidas, seu passaporte foi cancelado, foi pedida a sua extradição, mas ele conseguiu chegar até o aeroporto de Moscou onde fica ‘preso' por 40 dias vivendo um tipo vida muito pior do que a que Tom Hanks viveu no filme “O terminal”, de Spielberg. Sentia-se constantemente ameaçado das mais diversas maneiras, tal e qual  vemos acontecer  em  filmes. 

Era considerado um traidor da pátria, não tinha passaporte, as autoridades do seu país o queriam para julgar e condenar como o pior de todos os vilões. Dali, pediu asilo a 21 países, entre eles:  Alemanha, Áustria, Bolívia, Brasil, China, Cuba, Finlândia, França, Índia, Itália, Irlanda, Países Baixos, Nicarágua, Noruega, Polónia, Espanha, Suíça e Venezuela. Os países que responderam afirmativamente seu pedido de asilo foram a Venezuela, o Equador e a Bolívia, os “bolivarianos de Chaves”, cujos governos se manifestam ostensivamente contra os EUA. Por causa do cancelamento de seu passaporte, não pode viajar, ficando retido no aeroporto. O avião de Evo Morales, presidente da Bolívia teve seu avião impedido de sobrevoar países europeus, devido à possibilidade de Snowden estar a bordo. Enquanto isso, ele permanecia no terminal, como Tom Hanks, sob grandes ameaças. Em primeiro de agosto recebe, por um ano,  asilo da Rússia, onde ainda se encontra depois de o ter renovado.


Agora, analisemos essa história tentando esclarecer que tipo de mundo habitamos e quais são os seus paradigmas; se são claros e precisos a ponto de poder serem seguidos por quem queira se considerar sensato.

O jovem Edward nasceu e cresceu no que o mundo considera o "filé mignon” do planeta. Teve todo o conforto necessário para se desenvolver com saúde e educação da melhor qualificação. Passou a infância e adolescência acreditando no sonho americano de democracia, direitos humanos e civis, que sua pátria era  a terra da liberdade, onde todos têm os mesmos direitos e deveres, para com o país e os seres humanos.

Esse pensamento pode ser  notado na sua atitude  em se alistar no Exército, depois da queda das torres gêmeas, para defender seu país e os direitos humanos. Não podendo seguir para a guerra, deve ter se sentido honrado quando foi convidado a servir ao país como o especialista em informação digital da CIA. 

Nesse cargo o jovem, naturalmente inflamado de ardor cívico, observava que alguns de seus superiores não se comportavam como os heróis americanos dos filmes de Hollywood. As formas e o uso das informações obtidas não eram compatíveis com seu cargo de hacker ético.

Segundo seu próprio relato, o estopim para detonar a decisão de comunicar ao mundo tudo o que apreendia, aconteceu quando viu, no Congresso, James Clapper, o chefe da espionagem americana, mentir ao responder: ‘Não', quando  foi perguntado: ‘Os Estados Unidos monitoram informações de milhões de americanos?’ Segundo ele, tanto Clapper quanto os deputados sabiam que estava mentindo e ninguém disse nada.

Seu fervoroso espírito jovem não podia fugir ao dever de defender o povo da mentira, divulgando a verdade. "O público precisa decidir se esses programas e políticas são certos ou errados”, disse ao "The Guardian”. Era um legítimo hacker agindo como um cidadão sensato do século passado. Ele mesmo disse  à Sônia Bridi numa matéria sobre a mesma entrevista levada ao ar, na revista "Fantástico", na rede Globo, em 01/06/2014: “Eu sentia que devia tornar isso público, com responsabilidade. E a maneira de impedir que a minha opinião prevalecesse, foi fazendo parceria com jornalistas competentes, e instituições sérias, que confio, que iriam checar as informações, equilibrar a cobertura. Como "The Guardian", "Washington Post", "New York Times", “ O Globo” e "Der Spiegel". Deixei a imprensa livre fazer o que faz melhor: ajudar os cidadãos a se tornarem eleitores informados, que pensam em que tipo de sociedade querem viver.” 

Para ele, esse debate não é sobre privacidade. É sobre liberdade. O equilíbrio entre os direitos individuais e o direito que o governo tem de coletar informações. "Se vigiarmos cada homem, mulher e criança, da hora em que nascem até a hora que morrerem, podemos dizer que eles são livres? Isso é muito perigoso. Porque mudamos nosso comportamento se sabemos que estamos sendo vigiados. É uma ameaça à democracia”; continuou falando na entrevista.

O que ganhou o jovem que seguia à risca os ideais  que seu  povo ensina às crianças e jovens ao longo vários séculos? Apenas perseguição e o título de traidor. As autoridades do seu país consideram inimigos os que o acolherem. Se deportado, poderá ser condenado até à pena de morte, uma vez que, depois da queda das torres gêmeas, os julgamentos dos chamados whistleblowers, os sopradores de apito, os denunciantes de fatos  contra o interesse público, que antes eram  reconhecidos como corajosos heróis, agora, segundo leis de excessão, de casos de guerra são vistos como traidores e desertores.  Por isso Snowden responde à pergunta de Bridi:  “Você enfrentaria um julgamento nos Estados Unidos?" com : "Eu adoraria. Mas não há um julgamento justo me esperando”.

O que aconteceu com os EUA, o país da Democracia e da Justiça?





sábado, 23 de março de 2019

Uma questão de Educação




Durante a campanha presidencial, ficou claro para o eleitorado que os pontos principais do  governo Bolsonaro  teriam três vertentes. A primeira seria o saneamento do problema da corrupção, sempre no sentido da valorização e empenho da Operação Lava Jato, a segunda na abertura da economia, que se encontrava aprisionada nas mãos do governo e nas de meia dúzia de megaempresários cada vez ricos e poderosos, enquanto os pequenos empreendedores faziam concursos para se tornarem funcionários públicos.

Uma espécie de “casamento” onde se supõe o respeito mútuo, aconteceria entre o Presidente e Paulo Guedes, que seria o gestor responsável por distribuir a capacidade de trabalho e realização pessoal  entre  todos os brasileiros vocacionados ao empreendimento, produzindo progresso e qualidade de vida em progressão geométrica, com o objetivo de atingir a todos.

Mas a vertente que mais deu votos a Bolsonaro, foi a relacionada à Educação e à Cultura. Pais e avós  não suportavam mais a dor de ver a degeneração dos seus valores mais preciosos nos corações e mentes de seus filhos, devido à violenta engenharia de manipulação a que os jovens, e até as crianças, eram submetidas nas escolas, sob orientação do Ministério da Educação. 

Sem falar nos produtos de entretenimento e do próprio jornalismo, disseminados nos veículos de comunicação, direcionados à desconstrução dos valores da família; os mesmos que trouxeram a civilidade e progresso até o início dessa política de desconstrução patrocinada pelo Estado e propagada pela mídia mainstream.  Até igrejas se mostravam, ainda  que disfarçadamente, em adesão à polícia de combate à família, como  é naturalmente concebida há milênios.

Assim que tomou posse, Bolsonaro  passou a cumprir suas promessas. Paulo Guedes assumiu o poderoso e amplo Ministério da Economia, sem que ninguém interferisse nas suas escolhas. Tem sido totalmente respeitado.

Para resolver o problema da corrupção generalizada, o presidente contemplou o povo com um também amplo Ministério da Segurança e da Justiça, confiado à figura claramente ilibada do juiz Sérgio Moro.

As pastas da Família, e especialmente a da Educação o Presidente confiou-as à pessoas de grande capacidade e  totalmente sensíveis, que detectavam os problemas que mais faziam sofrer o nosso povo: o do sequestro dos filhos pelo Estado que pretendia definir o tipo de formação moral a que eram submetidas as crianças, adolescentes e jovens. O enorme problema da lobotomização intelectual  que transformava nossos jovens, cada vez mais cedo, em algo muito aquém da capacidade de raciocínio e de transcendência, a característica principal da nossa espécie. 

A Ministra Damaris e o Ministro Vález foram encarregados das pastas mais importantes para a população que votou em Bolsonaro, justamente para defender seus valores invisíveis, cada vez mais vilipendiados pelos que assumiam destaque, na política, no entretenimento, e nas notícias, em toda a vida cultural. Esse era o problema que mais afligia  a população

Os cristãos, que segundo o último censo do IBGE compreendem 86,8% da população, votaram em Bolsonaro para reaver o seu espaço, seu domínio sobre suas casas e suas famílias sem a interferência do Estado Patrão e Babá, que cada vez mais lhes roubava a intimidade, os valores, os amores; querendo obrigá-los a amar o que fossem induzidos, pela escola e pela  mídia, sob o comando de poderosos que nem sabemos quem sejam.

Enquanto a família natural brasileira não se estabelecer como senhora da educação de seus filhos, haverá instabilidade na vida social, porque estaremos submetidos à uma violência desmedida, dirigida à nossa essência, à nossa natureza humana.  

A Educação e a pasta da defesa da família  precisam agir no sentido de recuperar o que natureza humana tem perdido ao longo das últimas décadas com as políticas anti-humanas, antinaturais, disfarçadas de liberdade, servidas a pessoas incapazes de discernir, como crianças, adolescentes e jovens recém entrados nas universidades. 

O que temos visto acontecer são agressões violentas à Ministra Damaris, pela seu posicionamento e atitudes, o que ainda é normal numa democracia, onde todos podem manifestar suas opiniões.  

Mas, pelo que tem sido publicado,  o que tem acontecido com o Ministério da Educação é no mínimo, uma grande falta de respeito. 

Sabe-se que pessoas ligadas ao Ministro Guedes, estão tentando impor uma agenda só liberal ao Ministério da Educação, por meios nada ortodoxos. Como se os conservadores escolhidos para desempenhar  esse papel fossem idiotas ou desprovidos de capacidade. 

Nada contra as ideias  que desejam que sejam implantadas, elas podem ser até vir a ser escolhidas pelo povo, no tempo propício.  Mas antes, é preciso que o povo recupere a própria consciência, que tenha pé das suas origens e embasamentos culturais, depois décadas de informações selecionadas e  dirigidas.

É  preciso, antes, recuperar  Monteiro Lobato, Guimarões Rosa, Shakespeare, Dostoievsky e outros grandes nomes propositalmente omitidos do elenco oferecido  às crianças e aos jovens nas últimas décadas. 

Somente depois de reaver a própria consciência, o autoconhecimento e ter, de novo, o discernimento do mundo, a nossa população jovem poderá escolher, real e livremente, o tipo de caminho  para seguir a própria vida.

Impo-las agora, seria obrigar alguém a escolher de olhos vendados, seria a continuação da doutrinação petista, aplicada em doses homeopáticas e ministradas com cortisona, para que seus efeitos sejam camuflados. 

Porém, o fato mais  grave está em  passar por cima da escolha do Presidente e da liberdade do Ministro escolhido em determinar seus auxiliares mais próximos, é algo inadmissível num ambiente considerado civilizado. 

Assim como os conservadores não têm dado palpite na Ministério da Economia, a praia dos liberais, os liberais  precisam respeitar os conservadores  no  Ministério a eles atribuído. Ingerência nesse sentido é vista, pelo povo simples que tenha delas conhecimento, como  fraude, engodo, enganação.

Que os liberais tenham paciência, aguardem um pouco, logo, logo, já poderão divulgar livremente suas ideias para que as pessoas que se identifiquem com elas as abracem e as adotem, usando de toda a sua real liberdade.

 Assim, como têm feito, por mais disfarçado  que possa parecer,  é uma usurpação, uma violência, que não fica bem em pessoas consideradas tão evoluídas, ainda mais ligadas ao Ministro Paulo Guedes, cuja imagem fica arranhada por ser usado como patrocinador de algo tão anti-democrático, que deve ser classificada como um tipo de corrupção, ainda que pessoalmente ninguém receba benefícios pessoais.
No entanto, ninguém pode dizer que o povo não está sendo enganado com tais práticas.

Giselle Neves Moreira de Aguiar



segunda-feira, 11 de março de 2019

Liberais e Conservadores


Desde as primeiras manifestações pelo impeachment da então presidente Dilma, lutavam lado a lado segmentos de diferentes concepções políticas. Todos os que estavam indignados com a corrupção generalizada que acontecia em quase todos os aspectos da vida  administrativa, política e social do País se uniram em defesa da ordem e lisura na coisa pública.

A campanha presidencial trouxe candidatos ligados a interesses e valores que cada segmento político defendia; destacamos os liberais e os liberais conservadores.

Os liberais são os defensores da liberdade plena dos cidadãos em todas as áreas da vida, mas o foco dos seus interesses está na livre iniciativa comercial, nos aspectos econômicos. Desejam, e lutam, pelo direito de que cada cidadão/ã seja livre para empreender o negócio que julgar bom e conveniente, que o relacionamento entre as partes negociantes sejam o menos regulamentada possível, inclusive o relacionamento entre empregados e patrões.

Enfim, que o Estado seja limitado a cuidar da infraestrutura necessária para que todos possam livremente viver, se manifestar e expandir suas capacidades de produzir o bem em benefício de todos.

Os chamados conservadores, defendem esses mesmos interesses para a vida profissional e produtiva, mas consideram que seja ainda mais  valioso e importante defender e preservar o direito de cada cidadão ter  sua vida regida pelos valores de sua crença religiosa. Nesse caso, defendem o direito de criar os filhos e ter sua vida familiar regida por seus próprios valores. 

No Brasil, segundo o último censo do IBGE, 86,8 % do povo se diz cristão. E foi esse imenso contigente que determinou a vitória do presidente Bolsonaro no último pleito.

Os liberais apoiaram o candidato Bolsonaro no último instante da peleja, somente quando a possibilidade de emplacar seu candidato se tornou nula, ainda que alguns o tenham apoiado pela confiança no então futuro ministro da Economia, Paulo Guedes.

O que se pode observar, após a posse do presidente, é que alguns liberais sentiram seus egos inflarem diante da falta de arrogância de  ministros escolhidos pelo presidente, especialmente para as pastas da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos,  da Educação e das Relações Exteriores, apesar da vastidão da capacidade deles no quesito conhecimento e cultura. Parecem considerar que levar Deus e os valores da Pátria em primeiro lugar seja sinal de pequenez e incapacidade 

Assim, segundo o que foi publicado, articularam para tornar o Ministro da Educação uma figura inócua, e seus subordinados seriam as pessoas que imporiam efetivamente as normas da  educação no Brasil e, junto com elas, valores muito diferentes daqueles pelos quais o povo votou em Bolsonaro.

Por debaixo do pano, tencionavam impor, no plano educacional do Brasil, camuflado pela bandeira da liberdade,  a Agenda 2030 da ONU, onde estão contidos, a ideologia de gênero, a liberação do aborto e o feminismo. 

Tal fato nos leva a concluir que a liberdade que propõem não é lá tão ampla assim, uma vez que, sendo seu plano sendo vitorioso, excluiria, ainda que disfarçada e lentamente,  a liberdade dos pais de família escolherem a formação que desejam dar a seus filhos, não importando que fossem 86,8% da população, a imensa maioria democrática.

Graças a Deus, esse plano foi desarticulado. Esperamos que os liberais sejam cada vez mais parceiros importantes do governo no terreno da Economia, onde são exímios operadores e, quanto à parte cultural, que sejam ainda mais liberais, respeitando o foro íntimo de cada cidadão/ã.

O Brasil precisa de todos. Que o respeito à maioria democrática seja algo natural e corriqueiro, como convém a um povo verdadeiramente evoluído que sabe, muito bem, escolher suas preferências.

Giselle Neves Moreira de Aguiar


sábado, 23 de fevereiro de 2019

Novos tempos.



Já vi gente da esquerda light dizendo que os filhos do Lula eram melhores do que os do Bolsonaro porque estes enchem o saco dizendo o que não devem.

Além da dificuldade com o discernimento, tal fato evidencia  que um Bolsonaro sozinho já incomodaria  bastante o pessoal do antigo “status quo”, que mamava aos borbotões e ainda gozava da fama de “bacana”. 

Imagine, então, o que acontece quando quatro pessoas  empunhando a bandeira política antagônica são eleitas democraticamente, com altíssima votação, tendo elas o mesmo perfil e sobrenome?!

Para os que se viam felizes no mundo da fantasia criado pelos marqueteiros do PT, uma musiquinha infantil parece, hoje, fazer todo sentido:

🎵🎶um Bolsonaro incomoda muita gente, dois , três, quatro Bolsonaros incomodam muito mais...🎵🎶

E o povo, esse tão incompreendido  pelo meio jornalístico, que mais parece marqueteiro, dá risada!...





quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Bingo!




Grandes veículos de comunicação, jornalistas, colunistas, comentaristas, OAB, STF, uma legião de aspones, sindicatos, intelectuais, políticos comprometidos com a Justiça, imprensa internacional, ou seja, todo o pensamento hegemônico que tem vigorado nas últimas décadas, odeia Bolsonaro.

Torce, filtra e seleciona fatos dados como notícia, especula contra, semeia a cizânia, critica, debocha, faz tudo para prejudicar o governo eleito pelo povo.

O povo mesmo, anda deslumbrado com os feitos e conquistas do novo governo. Anda até embriagado de tanta verdade vindo à tona, por obra e graça dos mesmos opositores agindo como protagonistas e coadjuvantes.

Nunca se viu tanta verdade sendo explicitada, e cada boi tendo escrito na testa o seu verdadeiro nome,  mostrando  o seu real objetivo, ou  função exercida docilmente, sem entender o porquê dela, agindo só pelo gosto de repetir velhos clichês, como um viciado, que precisa do veneno para se sentir vivo.

A cortina de fumaça tem sido dispersa pelo vento forte da lógica, da coerência e da natural transparência.  Já sentimos  deliciosos cheiros que  dão sinais de ordem, estabilidade, equilíbrio, discernimento e firmeza, condições indispensáveis para uma realidade concreta, prenhe de progresso.

O nosso povo nunca esteve tão feliz!