quinta-feira, 19 de julho de 2018

Viva Trump!



A sanha contra Trump está a pleno vapor. É o que temos visto. Quanto mais poderoso e sofisticado o veículo de Comunicação mais aguda e duradoura é a crítica feita a ele. Na maioria das vezes o criticam por feitos antes elogiados em presidentes anteriores.

Mas, por trás desse discurso de ódio que o Facebook diz combater mas que permite que seja feito contra Trump, contra religiosos cristãos  e machos hétero-sexuais, existe algo mais profundo e evidente que, no entanto, se mostra invisível para grande número de profissionais da comunicação.

O que temos hoje, justamente,  é o choque entre  desejos opostos:  

De um lado temos os que querem continuar num mundo socialista, repleto de ideologia de gênero, multiculturalismo; sem família, sem nenhuma cultura étnica. 

Do outro lado temos os que defendem os valores do livre comércio, o sucesso pela capacidade de trabalho, e os deliciosos valores familiares que tanto têm feito falta nesse mundo, cada vez mais parecido com o inferno. Estes estão com Trump, apesar de todos os seus defeitos, por ser o único com coragem para enfrentar um mundo aparelhado pela ideologia de esquerda, tão distante dos ideais cristãos,  professados pela maioria, nos EUA e também aqui na América Latina, quase toda já "aparelhada".

Todos os jornalistas, especialmente os brasileiros, que assinam  o atestado de loucura de Trump, e se indignam contra ele, não fizeram a lição de casa; não acompanharam a campanha para sua eleição, acreditaram no que diziam os grandes do jornalismo americano que até o ultimo minuto dava como certa a vitória de Hillary Clinton. Não ouviram nem um discurso de Trump, não observaram o comportamento do povo diante de cada um deles. Trabalham "organicamente" ligados ao jornalismo americano, cujo ethos é o mesmo dos  maiores jornais da Europa. Todos têm o mesmo discurso e divulgam as mesmas notícias com as mesma conotações. Observe.

A opinião do povo, para quem todo jornalista trabalha, não recebeu nenhuma atenção dos,  conscientes ou não,  intelectuais orgânicos, agentes da hegemonia detalhada por Antônio Gramsci nos seus “Cadernos do Cárcere”. Muitos dos que “militam” no jornalismo fazem parte do sistema orgânico sem mesmo saber quem, e o quê, está por trás das ideias que defendem visceralmente, organicamente…

O "jornalismo oficial” não consegue ver o desejo da população. Eis o que o povo quer: 

Uma vida em que a dignidade pessoal possa ser cultivada livremente, sem o assédio do politicamente correto, sem ser obrigado a engolir a imposição de loucuras e aberrações como se fossem algo bom. 

Quer poder trabalhar sem que o governo se infiltre no seu serviço, implante um mar de regras e normas e roube a metade do lucro em impostos. 

O povo quer viver livremente sem ter que obedecer a um Estado-Babá que o diga o que pode comer e o que não pode, se  pode  ou não fumar seu tabaco, enquanto a mídia e personagens do governo fazem apologia da maconha de outras drogas; que lhe rouba a autoridade paterna/materna, e sequestra seus filhos para um mundo de puro egoísmo e busca desenfreada de prazeres. Quer um mundo em que a moda e o bonito não seja algo parecido como mostra o seriado Walking Dead. O povo não quer o mundo invertido que tem sido proposto pela mídia e imposto pelo Estado. 

E são esses, os órfãos das mamatas do Estado, os que integram o Deep State, o Estado aparelhado e a velha mídia, os que se dizem progressistas e apoiam o governo que levou a Venezuela a tal estado de "progresso"  e "evolução",  os que  não possuem a capacidade de ver que existem outras maneiras de ver o mundo, melhores,  as mesmas que trouxeram a humanidade até aqui, e as que Trump pretende que seja m trazidas de volta; eles não se conformam. Nem aceitam a democracia, não respeitam a vontade da maioria, querem impor a todo custo a sua utopia fantasiosa, que prega maravilhas e pratica horrores. 

Por isso se transformam em  black blocs,  de todos os  níveis intelectuais. Tantos os cheios de conhecimento, e pobres de sabedoria, que usaram e seus conhecimentos para ajudar a  implantar a realidade dolorosa que vivemos, quanto os pobres teleguiados pelas palavras de ordem, que se movem pelo coração sem que seus estímulos tenham sido avaliados pelo cérebro.

Sempre foi essa a intenção de Gramsci e seus discípulos mais poderosos (desconhecidos pela maioria dos militantes de esquerda): substituir o modelo de civilização judaico-cristã pelo modelo do Estado Marxista. Só, que só têm conseguido  aproximar o mundo do modelo descrito no livro "Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley, pelo caminho de “1984”de George Orwell. Ou terá sido essa a verdadeira intenção desde sempre, e Gramsci apenas um simples componente do "organismo"?

Estamos numa guerra psicológica, se a perdemos, teremos perdido a nossa dignidade humana, o livre arbítrio, a vida humana saudável e prazeirosa que todos nós  trazemos inscrita no DNA. É preciso lutar pelos nossos valores invisíveis, que muitos jovens já nem sabem que existem.

Não  temos nenhum amor pessoal a Trump. Só não queremos  o mundo como o desejam os seus inimigos. Ele é o que temos e por ele damos graças a Deus!…




Fotos  do Facebook

quarta-feira, 28 de março de 2018

Hidden News, notícias escondidas




Acompanhamos a campanha feita pelos veículos de comunicação, e por algumas entidades, contra o que chamam de fake news, notícias falsas. Temos visto,  também, agora (por que só agora?) campanhas contra as redes sociais, por serem os instrumentos pelas quais as fake news  são veiculadas. 

Paralelamente, confirmamos que notícias como as observadas por Flavio Morgenstern no seu artigo "Por que a mídia não mostra que Lula está sendo ovacionado no sul?”, postado no website “Sensoincomum”, não são, realmente, publicadas  pela “grande mídia”.  O que uma coisa tem a ver com a outra?

As grandes empresas de comunicação demonstram, por seu comportamento, que praticam o que já está sendo chamado de hidden news, notícias escondidas. Ou seja, publicam somente as notícias que são ideológicas e politicamente alinhadas com o interesse do grupo de poderosos que pretende dominar o mundo. Algo que também é chamado de "espiral do silêncio”.  

Os grandes grupos jornalísticos do planeta publicam as mesmas notícias, com o mesmo enfoque, com o mesmo viés político. As noticias que favorecem posições diferentes não são publicadas ou são  apenas mencionadas com sentido distorcido. Assim, fica "mamão com açúcar"  para os grandes controladores…

Uma pesquisa no Google sobre “Globalismo” "ainda" pode dar  um conhecimento maior do que se trata.  Mas, em resumo, seria a intenção de convergir tudo para que tenhamos um só governo global, que gerisse todos os interesses humanos, desde os materiais até os espirituais. 

Seríamos "um só povo e um só coração" graças a mecanismos de manipulação dos conhecimentos e das informações recebidas. 

Em colaboração mútua com a educação, capitaneada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), a imprensa e o entretenimento  exercem papel fundamental,  fazendo com que a população receba somente o que venha a induzir a aceitação do outro, ao desapego dos valores familiares, nacionais  e étnicos o que, segundo a obra de engenharia social proposta, e já em franco processo de instalação, seriam as causas das desuniões e das guerras.  

Portanto, segundo o projeto, todas as ações devem ser conduzidas de maneira que o povo seja "dócil e bondoso” (para não dizer imbecil ou infantil)  e aceite tudo o que os líderes decidam, uma vez que, segundo eles, todas essas propostas se apoiam em conhecimentos “científicos”. 

Um exemplo disso foi o destaque recebido pela filosofa Judith Butler  e seu trabalho científico  sobre a ideologia de gênero.  Na verdade, tudo é apenas uma maneira de realizar uma lavagem cerebral coletiva camuflada de boas maneiras,  pelo assédio do "politicamente correto".  O objetivo é eliminar tudo o que identifica a família e  a cultura  da etnia  especialmente no que for relacionado à religião, ficando apenas os valores considerados importantes para a liderança "apoiada pela ciência". Noutras palavras, uma maneira sofisticada de "passar a régua" e produzir a igualdade entre os seres do planeta que deverão se importar com ele, a "casa comum"como  alvo de culto.


Os danos já se alastram, e se observarmos bem, podemos detectá-los em diversas pessoas ao nosso redor que caíram no engodo. Geralmente são pessoas de alto valor humano que são cooptadas pelas propostas da bondade "ampla, geral e irrestrita". Quanto mais generosas são, mais se empenham no que acreditam ser um bem necessário, a implantação de  tal regime.

Um detalhe serve de despertador da atenção da nossa alma adormecida, entubada e anestesiada  por tantas informações direcionadoras: a ausência de Deus. Deus é ridicularizado em todas as manifestações de piedade e devoção, até por agentes na posição de quem presta serviços religiosos, quanto mais nas notícias e no entretenimento!

 No momento (esse foco pode mudar), tudo converge para o amor ao próximo, não importa se esse próximo, em todas as suas manifestações, demonstra que quer extinguir tudo o que amamos e o que nos identifica, por serem compatíveis com o novo modus vivendi que deve vigorar. 

Deus, que jamais deixará de existir por mais que assim o deseje os poderosos, já tem nos defendido. Muitos de nós já começou a descobrir que temos sido ludibriados pelo grande inimigo de Deus, o Diabo. (Oh! Que heresia para a nova religião do cientificismo!) Há esperança! A internet mais ainda pelas,  AGORA consideradas  deploráveis, redes sociais tem sido o desespero dos poderosos e seus comunicadores. Louvado seja Deus! 

quinta-feira, 15 de março de 2018

Desinformação



Muito interessante  resenha  de Joshua Philip do livro “Guerra da informação: o meme é o embrião da ilusão narrativa”, de James Scott,  publicada no website Epoch Times. Chamou atenção a reflexão sobre como grupos de pessoas "estão tentando alterar a forma como percebemos informações, a fim de influenciar a cultura e os valores subjacentes de nossas sociedades”.

Entre as táticas usadas para sequestrar mentes e corações está a desinformação. "Outro uso da desinformação é citar informações verdadeiras, mas para fabricar uma conclusão falsa, usando o conceito de propaganda de “um mais um é igual a três”. Isso pode incluir citar uma série de meias-verdades, e então alegar que as evidências se somam a algo que de fato não tem relação. Desacreditar este método exige que um dissidente ou crítico desmembre cada evidência, o que raramente pode ser feito com rapidez suficiente num debate público.”, explica Joshua Philip.



Eis um exemplo que pode ilustrar o que seja, e como funciona, a tal desinformação, que parece  estar sendo usada há muito tempo entre nós:

"Isso pode ser legal, mas é imoral” era uma frase bem comum até certo tempo atrás. O termo “Moral" era usado costumeiramente, como referência aos  hábitos da  nossa cultura, até que apareceu o termo “Ética" para substituí-lo. 

Existe quem se coloca na posição de mestre para ensinar que, embora haja quase um consenso de que Ética e Moral sejam sinônimos, certos autores (não mencionados) fazem distinção entre os dois conceitos dizendo que:

"Ética é princípio, moral são aspectos de condutas específicas;
Ética é permanente, moral é temporal
Ética é universal, moral é cultural;
Ética é regra, moral é conduta da regra;
Ética é teoria, moral é prática."

"Mostrando" que o termo relativo à Ética é mais abrangente, e dizendo que, "como doutrina filosófica ela é essencialmente especulativa e, a não ser quanto ao seu método analítico, não é normativa, como a moral” o é. Diz também que está relacionada ao estudo das comparações entre o que seria considerado moralmente aceito em determinados tempos e espaços. 

Como se não bastasse a demonstração de superioridade da Ética em relação à Moral, chega a uma definição: “Ética é a ciência que dirige as ações humanas para o bem honesto, de acordo com a reta razão.”  Ainda faz a análise da definição:

"É ciência: não é uma simples coleção de observações ou elucubrações infundadas. Trata-se, antes de tudo, de um conjunto ordenado de princípios e conclusões que levam a um agir reto.

Que dirige: esta palavra denota seu objeto formal, que é  a reta direção das ações humanas. Nisto se diferencia da psicologia, que também estuda as ações humanas, mas apenas quanto à sua natureza, e não quanto à sua direção.

Ações humanas: estas palavras denotam seu objeto material. Chama-se  ações humanas aquelas que são específicas do indivíduo, tudo o que é feito com reflexão e livre escolha. 

Para o bem honesto: posto que é a ciência orientadora das ações humanas, deve orientá-las para um fim determinado. Este é o bem honesto, o bem próprio e adequado da natureza do indivíduo, enquanto pessoa.

De acordo com a reta razão: razão não desviada por pré-julgamentos, paixões e interesses pessoais."

Observemos que enquanto desmerece o conceito de Moral, enaltece o de Ética, e subliminarmente, passa a mensagem de que o termo Moral é algo limitado, e pode estar associado a costumes arcaicos que devem ser (re)vistos à luz dos tempos modernos… Autoritariamente trata a Ética como Ciência, algo cujo conhecimento está bem acima do  saber médio das pessoas comuns, induzindo a quem assiste a se sentir beócio, caso não concorde, não aceite tal definição, ou que faça a si mesmo, as seguintes perguntas:

  • Como a Ética, sendo tão volúvel devido ao fato de como doutrina filosófica é essencialmente especulativa e não normativa, pode dirigir as ações humanas,  as "que são específicas do indivíduo, tudo o que é feito com reflexão e livre escolha”?
  • O quê seria agir retamente para uma doutrina que se diz especulativa?
  • Depois de quais estudos e especulações a Ética chegaria a um termo no qual estaria a direção das ações humanas voltadas para o bem honesto?
  • Como seria determinado o conceito universal de “Bem"? Já que a Ética é universal.
  • Como seria determinado universalmente o conceito de “Honestidade"? Já que é uma doutrina especulativa e não normativa?
  • Como poderia avaliar  como reta, ou não, a razão de cada indivíduo? 
  • Como classificaria como paixões ou interesses pessoais as moções particulares das pessoas?

No entanto, a definição de Ética que deverá prevalecer pelo menos naquele ambiente, é: "a ciência que dirige as ações humanas para o bem honesto, de acordo com a reta razão.”  A pessoa que não se enquadrar será considerada antiética.É grave o fato de que dentro desse largo e abrangente conceito de Ética cabe tudo o que pode ser considerado como preconceito da velha moral judaico-cristã. Cabe casamento homoafetivo, cabe transgêneros, cabe aborto, cabe pedofilia e, quem sabe?, zoofilia, cabe liberação das drogas…   

Aos poucos as pessoas daquele ambiente vão se adaptando aos novos conceitos e, logo, comportamentos considerados erráticos durante milênios em todas as etnias passam a ser bem aceitos dentro da modernidade da Ética. Especialmente se o novo conceito for introduzido de maneira quase erudita por uma autoridade. 

As consciências das pessoas vão se desligando, lentamente, de valores, que antes eram determinantes de suas identidades. Tornam-se cada vez mais abertas aos novos conceitos e cada vez cada vez mais confiam nas pessoas que os transmitem. Vão perdendo a capacidade de questionar. Vão perdendo a própria identidade e se divorciando do conceito de dignidade e de outros valores associados ao velho conceito de Moral. Vale lembrar que Górgias, famoso sofista grego, ensinava romper com todo o moralismo uma vez que, "a moral não é vista como norma  universal de conduta, não como lei racional do agir humano, isto é, como lei que potencia profundamente a natureza humana, mas como um 4empecilho que incomoda o homem.”

Esse fato parece  exemplificar  o  que hoje é chamado de desinformação,  pelo  uso de termos conhecidos com seus conceitos distorcidos conduzindo pessoas interessadas em adquirir conhecimento a um tempo e espaço tornados muito diferentes daqueles que elas próprias buscavam chegar. Trata-se de uma violenta agressão ao foro íntimo de cada pessoa, de uma lesão à inteligência que entorpece a consciência e torna, pouco a pouco, cada um desses indivíduos um dócil integrante de manadas conduzidas por palavras de ordem, ou um militante ferrenho  de causas contrárias aos valores que compõem a sua própria identidade. 

Pode-se compreender que um dos primeiros  conceitos  a  ser atingido seja o da Moral.  Por essa porta aberta nas consciências humanas, não ha nada que possa parecer absurdo. E o grupo que busca um poder ilimitado poderá “fazer a festa”, controlando mentes e corações.

Provavelmente, uma pessoa que se propõe a aplicar tal procedimento, a realizar um ato tão imoral para com seus semelhantes, já foi submetida ao mesmo tratamento e tem já a sua consciência lesionada. Cabe a ela, agora continuar contaminando as pessoas com o mesmo "vírus",  na esperança de que, um  ambiente formado  por  pessoas com consciências desligadas possa ser  tão bom quanto a imagem do mundo sem guerra, sem violência, sem agressões, como o modelo de mundo pacífico lhe fora apresentado antes. Mas será que ela consegue perceber que esse mundo é habitado por mortos-vivos, ou walking dead?

Giselle Neves Moreira de Aguiar

sábado, 10 de março de 2018

O contexto de Mandela

O filme dirigido por Steven Silver, "Repórteres de Guerra" (no original The Bang Bang Club), baseado em fatos reais, focando os dramas pessoais de quatro repórteres fotográficos nos últimos dias de apartheid na África no Sul, mostra também, “nas entrelinhas” , o papel de Nelson Mandela em todos aqueles acontecimentos.

Logo no início, numa entrevista dada a um dos repórteres, o líder dos inkhatas, os zulus, respondendo porque estavam em guerra contra  seguidores do  ANC (Congresso Nacional Africano),  disse que “os meninos de Mandela” os oprimiam, não os deixavam trabalhar  para obedecer ao comando de greve. Segundo ele, lutavam pelo direito de trabalhar e defender a manutenção de suas casas e famílias. 

 Os seus militantes contavam, revoltados, que não podiam fazer compras para obedecer ao boicote ordenado por Mandela. Que um deles, voltando para casa com uma sacola de compras de mercado, foi submetido à tortura de beber todo o óleo de fritar que trazia e engolir, violentamente, o  sabão comprado.

 Reclamavam de um sentimento comum a muitos pais atuais dos lugares “mais civilizados”: de que os filhos eram induzidos a não mais respeitar os pais, e contra eles se colocavam para seguir as novas ideias.

Alguns minutos depois, na cena que, fotografada, deu o prêmio Pulitzer a um deles, os seguidores de Mandela tiram de um vagão de trem um homem que foi queimado vivo, e depois decapitado com um facão, por estar com um macacão azul de trabalhador de fábrica. Advertidos pelo repórter acerca da injustiça sendo cometida, disseram, seus algozes que se tratava de um zulu, e que sua morte serviria de exemplo para quem não quisesse  cooperar com o movimento deles.

Detalhes como estes são reveladores de como o próprio Mandela foi o semeador de todo esse ódio que movia seu povo numa guerra civil.  A ideia marxista, que demoniza os que produzem, contaminou com a cizânia um povo rico de sentimento. O sentimento de revolta e de dor, canalizado em ódio, movia tanto o lado dos que defendiam as ideias marxistas quanto dos que se recusavam a aceitá-la.  O racismo, no fundo, era só um pretexto para luta entre classes. Tal impressão é confirmada pelo o escritor e poeta sul-africano, Zakes Mda, em artigo publicado no “The New York Times” e no “Estado de São Paulo “ ( edição de 07/12/13):  “É irônico que na África do Sul atual haja um segmento cada vez mais contundente de sul-africanos negros que sentem que Mandela vendeu a luta pela libertação aos interesses brancos”.

Continuando com o olhar analisador pode-se concluir que o papel que Mandela pôde representar na unificação do país, só aconteceu depois de ter passado muitos anos preso, carregando pedras, ou seja, trabalhando o corpo e a mente. Tal conclusão se chega mais ainda facilmente depois de, numa pesquisa rápida na internet, descobrir que assim como Marx, Engels, os professores da Escola de Frankfurt, Che Guevara, e outros grande marxistas, defensores dos trabalhadores, Mandela foi um bem-nascido, que vivia de ideias, sem se aplicar a um trabalho normal, como muitos que conhecemos …

Reduzindo à simplicidade todo o raciocínio, Nelson Mandela ajudou a pacificar uma guerra da qual ele foi grande causador.

 Giselle Neves Moreira de Aguiar


Assista ao filme:

terça-feira, 6 de março de 2018

“1964 - O Elo Perdido -“ O Brasil nos arquivos do serviço secreto comunista - resenha -







Lendo o livro de Mauro Krenski e Vladimir Petrilákv , “1964 - O Elo Perdido - O Brasil nos arquivos do serviço secreto comunista “, publicado pela Vide Editorial,  conhecemos o que escreveram sobre nosso País e nossa gente, os funcionários da StB (Segurança Estatal), a polícia secreta comunista, formada pela cooperação entre a polícia comum, as forças armadas, e o Partido Comunista da longínqua Tchescolováquia. 

Os dois pesquisadores realizaram seu trabalho procurando nos arquivos disponibilizados, a partir de 1996, pelo governo daquele país que, após a chamada revolução de veludo em 1989,  teve o regime comunista derrubado.

Os minuciosos relatórios dizem como brasileiros eram aliciados para trabalhar como informantes e agentes do StB que, na verdade era um braço da KGB russa. Impressiona ver como eram atraídos como passarinhos para a arapuca. Aos agentes thecos não interessavam os militantes do Partido Comunista ou pessoas publicamente tidas como “progressistas". Buscavam entre os chamados nacionalistas, que de vez em quando protestavam contra a influencia,  vista como excessiva, da cultura americana no nosso País. Isso era importante, porque tais pessoas eram consideradas isentas quando opinassem e tinham livre acesso a grupos de atividades políticas,  econômicas, bancarias, e especialmente aos órgãos governamentais. 

Os futuros agentes eram atraídos pelo aceno da boa educação e da diplomacia, pela conversa aparentemente inconsequente,  uma vez que era notório estar longe deles a intenção de colaborar com a disseminação das idéias  comunistas e de ter um tipo vida como a que  acontecia atrás da cortina de ferro. Aos poucos, a curiosidade a conversa envolvente, e até a vaidade por despertar o interesse de alguém tão diferente, estreitavam os laços entre o agente estrangeiro e o incauto brasileiro, que aos poucos, ia se aprofundando e evoluindo na hierarquia da colaboração.   No início, a conversa  girava em torno da “ameaça"que representava os EUA para a cultura nacional. O Inimigo era os EUA, e o colaborador devia passar as informações para o estrangeiro bonzinho que  só queria ajudar o Brasil a se ver  livre da  influencia  nefasta.

Quando percebia, já tinha caído na arapuca, tinha aceitado dinheiro, presentes, viagens à Tchecoslováquia… estava nas mãos dos bondosos "amigos" que, veladamente, eram também ameaçadores, sabiam muito a seu respeito...

Foi assim, por meio desses recursos, que discursos escritos no estrangeiro foram feitos no nosso parlamento, artigos da mesma origem foram publicados em nossos jornais, livros  estrangeiros em defesa de Cuba com edição bancada pelo StB foram distribuídos gratuitamente em eventos e nas universidades. Veja bem, tudo isso não a favor do regime castrista, que não era nem mencionado, mas apenas em defesa do direito à não interferência de um país em outro, contra o boicote à ilha.

Dessa maneira,  comendo pelas beiradas, manipulando as consciências, a ideologia foi congregando mentes e corações. A cada dia, o ambiente cultural ficava mais próximo da simpatia pelas ideias marxistas, que já eram consideradas chiques pela maioria dos intelectuais.

O livro mostra também como os comunistas ficaram surpresos com a revolução que, praticamente num passe de mágica, lhes tirou das mãos o bolo pronto, prestes as ser devorado em 1964. 

Considero dolorosos os dois últimos capítulos que  tratam de  acontecimentos ocorridos depois de 1964.  Um deles fala  do assédio e aliciamento de estudantes e professores nas universidades,  feito por agentes que se matriculavam em cursos especiais e circulavam no ambiente universitário como  integrante dele.  Contavam com a natural hospitalidade brasileira para serem aceitos, poder participar das atividades e  estimular a curiosidade a respeito do seu país e da vida no regime comunista; para estreitar "laços e convênios”. 

O  outro capítulo narra como agentes tchecos ajudaram os colegas húngaros numa operação que enviou à organizações  sul-americanas  panfletos pedindo que fossem celebradas missas em memória  de uma padre católico, Torres, que se unira aos guerrilheiros  da Colômbia e  teria sido assassinado pelos americanos (segundo o documento deles). O objetivo era fazer de Torres um mártir nos círculos progressistas católicos na América Latina.

Outra parceria aconteceu na edição de dois livros de autoria de um "ativo agente colaborador do serviço de inteligência comunista na América Latina que também cumpriu o seu papel na luta ideológica entre oriente e o ocidente.” Trata-se de Töhötön  Nagy, um antigo jesuíta húngaro que imigrando para a Argentina, "abandonou a ordem dos Jesuítas, casou-se e constituiu uma família, tornou-se maçom, foi expulso da loja Estrella de Oriente 27 e, depois, tornou-se agente da polícia política húngara, com a qual colaborou até o fim de sua vida. Seu livro [Jesuítas e Maçons] demonstra a proximidade  entre as ordens de jesuítas e maçons, afirmando que estão unidas pelo progresso e reprovando a hostilidade  entre elas, foi motivado pela vontade de servir a uma ideia que considera justa. Em 1966, tornou-se agente da polícia secreta comunista em operação na Argentina, e posteriormente trabalhou na Hungria e no eixo Budapeste-Vaticano.”- pg.461 -

Um segundo livro dele, editado no  Chile, em 1968,  como nome de “Iglesia y comunismo” não  chegou a ser editado na Europa  mas os húngaros, que encabeçavam a operação, se deram por satisfeitos porque "editaram e distribuíram na América Latina um livro que, em 1968, apontava um certo parentesco entre a ideologia marxista e a religião cristã, escrito segundo as instruções do serviço  de inteligência comunista [‘Nesta missão, os amigos húngaros pediram à StB que lhes fornecessem cerca de dez páginas de um texto com o tema: “a Igreja e o Estado no país socialista”pg. 459] no qual fora aplicada "uma argumentação escolástica, ou seja, usando a arma deles”. - pg. 464 -

Concluímos, ao fim da leitura,  que a verdade sempre dói, mas também é a única que liberta. Nós, brasileiros e latino-americanos, precisamos nos despir de uma mentira que nos tem sido imposta, de maneira sorrateiramente diabólica. Usando nossa antiga boa fé, e a boa disposição, vinda da caridade cristã,  em sempre supor a bondade no desconhecido, tem jogado tantos de nós numa vida na qual não temos mais a nossa descontraída alegria de acreditar na bondade alheia.  Tudo isso  tem sido trocado por um destilar contínuo de desconfiança e revolta. Temos  sido induzidos a uma busca  para obter riquezas materiais, ou melhor, a exigir que outros,  que consideramos abjetos, no-las deem…   

Enquanto isso, nossas alegres manifestações culturais religiosas, onde cultuávamos  o Único Provedor de todos os bens, têm sido substituídas por cada vez mais malucas manifestações de uma esquizofrenia que faz querer estar ligado a Deus, falar em nome dele, enquanto  procura deletar todo o amor a Ele nos corações humanos. 

 E o nosso povo alegre e naturalmente feliz tem se tornado campeão em violência.  É tempo de despertar de um sonho ruim sugerido pelo demônio, o pai da mentira.  Voltemos para o verdadeiro Deus, o dos nossos  sábios antigos. Ele continua vivo e,  como sempre, disposto a perdoar. Ele pode tudo restaurar tudo. Ele é Deus.



Giselle Neves Moreira de Aguiar

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Velhos e Novos Carnavais





Um dos sintomas da chegada da velhice é o pensamento muitas vezes expressado: “no meu tempo era melhor!”

Atualmente, nem temos tempo para relembrar o nosso passado e verificar se ele foi melhor ou pior do que o presente, tamanha é a quantidade de informações que estamos continuamente recebendo. 

Uma postagem na rede social, de um respeitado professor, criticando grupos religiosos que se reúnem para fazer do tempo da folia um retiro espiritual ou mesmo uma folia voltada à alegria de possuir a cristandade, fez-me lembrar os velhos carnavais.

Na minha infância e adolescência, vividas em uma pequena cidade do interior, o carnaval era uma festa  acontecida com grande intensidade. A cidade chegou a se dividir em três escolas de samba. 

Meses antes já ocorriam as providências, os estudos e os preparativos para a escolha do enredo, do samba narrativo, das fantasias, dos destaques, e dos dois ou três carros alegóricos. Tudo feito por amadores, realizando feitos em que podiam extravasar a veia artística. Os talentos da cidade eram realçados, e a felicidade comemorada com simplicidade e descontração. A faixa etária dos participantes variava entre três e oitenta anos. Acontecia a festa, sem grandes excessos, com ordem, paz e muita alegria. Quarenta dias depois, o mesmo entusiasmo se voltava para as encenações da Semana Santa. Podemos dizer que a cidade era formada por um povo de artistas: músicos, cenógrafos, figurinistas, e alguns maestros que conseguiam ver o todo e distribuir as funções segundo as habilidades.

Hoje, o carnaval acontece com mais intensidade, principalmente no número de participantes. Mas o espírito que move as pessoas  parece ser outro…

Por isso talvez que, muitos dos conseguiram preservar e transmitir à família o legado de um verdadeiro carnaval prefiram estar entre os que  têm os mesmos sentimentos quanto ao que seja bom e conveniente e fazer um carnaval diferente (rimou!). Pelo menos até essa maré violenta passar e a calmaria voltar.

Mas, existem heróis que têm, forte, nas veias o sangue dos bons e antigos carnavalescos, estes conseguem participar da folia enlouquecida de hoje e tirar dela somente a parte agradável, como vestir uma fantasia e conseguir sentir um pouco daquele gostinho de outros carnavais vividos ou apenas recebidos no DNA.

De todo jeito, o fato de ser humano é uma eterna maravilha que precisa ser comemorada. Cada um escolhe como quer viver esses três dias de "repouso", quer seja para a alma, para a mente, para o coração ou para o corpo.  O que importa é voltar com o vigor atualizado.

domingo, 28 de janeiro de 2018

"The Post - A Guerra Secreta -" resenha


O filme "The Post - A Guerra Secreta -" dirigido  Steven Spielberg e estrelado por Meryl Streep e Tom Hanks, proporciona uma agradável sensação de esperança.  No mínimo permite que vejamos qual o espírito que deve mover a atividade jornalística, e de onde vem a fama que ela tem de ser o quarto poder de uma nação.

Versa sobre um detalhado estudo do Pentágono concluindo que soldados americanos morriam na guerra do Vietnã para defender a imagem do governo americano em desvantagem na guerra, enquanto era divulgado o enfoque na ajuda ao povo do lugar e ao combate  ao comunismo. Esse conteúdo estava sendo publicado pelo  jornal "The New York Times”, mas este recebera uma intimação do governo para parar imediatamente a publicação, porque se tratava de documentos secretos do governo cuja divulgação comprometia a segurança nacional.

Quase tudo acontece no cenário do jornal concorrente, "The Washington Post", mostrando os impasses, as barreiras e as dificuldades de vários matizes enfrentadas pelos dirigentes da empresa jornalística. Deveriam, ou não, publicar o conteúdo do estudo? Quais seriam as implicações de publicar? E as de não publicar? De um lado, jornalistas lutando pela liberdade de imprensa mas com grande consciência da consequências das sua implicações, de outro, um advogado zeloso, um executivo preocupado com a reação do investidores e pessoas ligadas ao governo prevendo os maiores desastres caso a publicação se consumasse.

Chama a atenção as posições de cada personagem. Cada uma defendendo com veemência suas observações, mas tendo em vista o bem comum: da empresa, da qual todos dependiam, o  trabalho de jornalismo em si, mas sobretudo, o bem do povo americano.  O que seria melhor para o povo? Que os segredos de Estado (ou do governo e seus agentes?) fossem guardados ou que todos soubessem o que estava acontecendo? É lindo ver os vencidos batalharem pela ideia vitoriosa  no grupo.

A obra de Spielberg traz algo que precisa ser resgatado: o espírito com que é feito o verdadeiro jornalismo, que consiste na apresentação de fatos, e na discussão de suas consequências e não apenas de narrativas deles. Estas, muitas vezes distorcidas por ideologias que tem feito, hoje,  de  grande número de profissionais do jornalismo verdadeiros escravos mentais de correntes ideológicas. 

Tais jornalistas vez façam dos personagens retratados no filme seus modelos, mas vendo-os  de maneira distorcida, filtrando apenas a parte conveniente, ou seja: o poder da imprensa em relação a governos. Mas esquecem-se de que o poder da imprensa mostrado no filme vem de uma frase dita na fita: “O jornalismo existe para servir aos governados, e não aos governos.” É preciso, constantemente, considerar o que pensa e deseja a maioria dos governados, e não tentar formatar suas mentes e corações aos desejos do guru da vez. O povo sabe muito bem quem está contra e quem está a seu favor. A voz do povo é a voz de Deus!

O filme, em cartaz, encanta por elevar os espíritos, mentes e corações a um patamar mais alto da dignidade humana. Salas cheias. Com toda razão.

Assista ao trailer legendado: