terça-feira, 16 de outubro de 2018

Eleições 1989/2018

Em 1989, no segundo turno para a eleição do presidente, tínhamos que escolher entre Collor e Lula.
Tinha, na época, 35 anos. E me recusei a votar em que se apresentava como um autoritário Hitler, e em que se anunciava como um clone de Fidel Castro.
Anulei meu voto.

27 anos depois, observo que pessoas que hoje estão na faixa de idade que eu tinha na época, sentem o mesmo em relação a Bolsonaro e Haddad. Posso compreendê-las.

Mas sou obrigada a constatar que, tendo Collor vencido,  parece ter-se deixado levar pela  vaidade enquanto os terroristas,  vencidos nas urnas, usurpavam seu poder por motivos que hoje podem ser considerados pífios, perto dos atos de terrorismo que têm sido praticados em todas as áreas da vida da Nação:

Desde o assalto aos cofres públicos, passando pela lavagem cerebral da juventude, e o sequestro das crianças da autoridade familiar aos conchavos no Supremo para soltar bandidos e impedir a checagem dos votos nas eleições. Chegando ao acinte de debochar do que os católicos têm de mais sagrado:  o Santíssimo Sacramento.

É muito grave a situação que vivemos. Por isso, peço à juventude de hoje, que considere que, a cada fração de tempo em que tratarmos como pessoas respeitáveis quem se comporta como terroristas, sua audácia em nos prejudicar aumenta. Já estão no estágio de querer nos obrigar a acreditar em mentiras e a dizer que verdade é ofensa.



Sun Tsu, no seu milenar livro “ A Arte da Guerra” nos diz que conhecer a si próprio e o inimigo que combate, é essencial.
Não estamos no tempo de pensar que somos ótimas pessoas, e que tratamos as pessoas como gostaríamos de ser tratadas. Com toda certeza, os que não levam Deus em conta, veem nossa virtude como fraqueza e tiram partido da nossa boa educação, que temos conseguido preservar a tão duras penas, num ambiente cada vez mais adverso a tudo que consideramos bem: respeito, dignidade, beleza, harmonia... tudo o produz enlevo de alma, o que produz o verdadeiro, e maior prazer de um ser humano: a alegria em produzir o bem, caraterísticas que hoje são tão vilipendiadas pela ditadura cultural ideológica implantada  há décadas, disfarçadamente por meio de sofisticados projetos de comunicação.
Hoje, quem ainda consegue perceber a própria identidade, não consegue deixar de votar em Bolsonaro, que difere de Collor por por seu comportamento durante quase duas décadas, tem exibido marcas de batalhas pela dignidade humana, como a recebemos de nossos antepassados, os que construíram a riqueza de que dispomos, também de todas as formas, desde um contínuo bullying dos meios comunicação, à facada real e concreta. 

Bolsonaro é bem mais forte que Collor, que se aliou a seus algozes; no entanto, os terroristas que tomaram de assalto o Poder no Brasil, continuam os mesmos, com o mesmo objetivo: destruir o que temos de bom para implantar o seu projeto de poder, que sabemos ser o mesmo que hoje vigora na Venezuela, que afirmam ser uma grande democracia.

Não podemos escolher sem considerar cada detalhe do está em questão.

segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Por quê Bolsonaro não ganhou no primeiro turno?

Eu  gostaria de entender o quê está acontecendo diante do seguinte:

Bolsonaro, no final da corrida eleitoral do primeiro turno das eleições levantou o que foi chamado de tsunami de votos, que desfigurou completamente o cenário previsto pelas pesquisas eleitorais. 

Colocou Zema , do Novo, em primeiro lugar em Minas Gerais, varrendo do cenário o petista Pimentel, que levou Dilma junto. 

O mesmo aconteceu com a ascensão de Wilson Witzel no Rio de Janeiro.

A onda que provocou elegeu 51 deputados federais para o seu partido, então, quase desconhecido. 

Major Olímpio, seu candidato ao Senado em São Paulo, o maior colégio eleitoral do País, desbancou Suplicy do eterno primeiro lugar das pesquisas. Janaína Pascal, que seria sua vice, teve cerca de dois milhões de votos.

Diante de tudo isso, comentaristas políticos davam como certa a sua eleição no primeiro turno, antes de poderem ser divulgados os primeiros resultados da corrida presidencial, que só poderia acontecer depois das 19h.

No entanto, ele parece ter ficado fora da onda ascendente provocada por ele mesmo. Sua eleição no primeiro turno, motivo lógico de tantos votos que impulsionaram tantos candidatos, não aconteceu.

Isso é MUITO estranho, sobretudo diante de tantas denúncias de fraudes.


Alguém poderia esclarecer?O que o

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Tucanagens



 Com a quase evidente derrocada da candidatura Alkmin (Geraldo Alkmin, do PSDB), um grande aporte de atenção foi dado a de Amoedo (João Amoedo do Partido Novo) , e ele subiu para 4% nas pesquisas eleitorais.

Diante disso, foi sentida a necessidade de mais informações a respeito do candidato do Partido Novo e sua biografia.  Numa pesquisa no seu próprio site,  clicando no botão que indica  sua história encontramos:

"Se você ainda não ouviu falar do João Amoêdo, não se preocupe. Ele não é um candidato normal. Ele não está envolvido em escândalos de corrupção, negociações com outros partidos, não tem sobrenome político.

João é um cidadão comum, que resolveu sair da indignação para a ação.

Em 2010, junto com 180 cidadãos que não eram políticos, fundou o NOVO: um partido com filiados ficha-limpa, que faz processo seletivo para seus candidatos e o único que se mantém apenas com doações voluntárias de seus apoiadores, sem usar dinheiro público. Um partido de princípios e valores, que acredita no poder e na capacidade das pessoas. "

Então, a biografia dele começa em 2010… clicando no botão “saiba mais” abre uma página que faz propaganda do partido, não fala mais nada sobre a vida do candidato.

Em outros lugares da Web, ficamos sabendo que ele não não é um cidadão comum, a menos que existam alguns milhões de banqueiros em nosso País. Ele, "João Dionisio Amoêdo, é engenheiro e administrador de empresas que construiu carreira em bancos e acabou se tornando um banqueiro. Começou estagiário no Citibank e acabou virando sócio da BBA. Tem relacionamento longo e estreito com Armínio Fraga, Gustavo Franco e boa parte do escalão da equipe econômica do governo FHC. Foi presidente do Partido Novo até recentemente, quando deixou o cargo para poder disputar algum cargo nas próximas eleições. É o principal homem da legenda." - segundo João Filho, no site  The Intercept, em postagem de 5 de novembro de 2017

Em junho de 1988, um grupo de dissidentes do,  então, PMDB entre eles, Fernando Henrique Cardoso, Mário Covas, José Serra, Geraldo Alkmin, Aécio Neves e outros, fundaram o PSDB em razão de discórdias com o governo de José Sarney.

Em setembro de 2017, Gustavo Franco, economista, um dos formuladores do Plano Real e ex-presidente do Banco Central no governo de Fernando Henrique Cardoso, anunciou sua saída do PSDB, em meio à crise do partido, dessa vez por desacordo com o governo Temer. Ele passou, então, desde essa data, a integrar o Partido Novo,  elaborando o programa de governo e presidindo a fundação do partido, segundo a Folha de São Paulo, dizendo também que  Edmar Bacha deveria  integrar o novo partido.

Sendo verdade esses fatos, podemos concluir que o Partido Novo é uma nova versão do antigo PSDB, que por sua vez tem sua raiz no PMDB de Temer e Sarney, que tanta afinidade têm com o PT de Lula.

Exercendo o papel de oposição fake nos governos petistas, o  PSDB de FHC teve papel decisivo para  que Lula não sofresse impeachment na época do mensalão, e hoje sabemos do envolvimento de muitos de seus integrantes em ações  de investigação   da  Operação Lava Jato, embora a nossa imprensa não tenha levantado pontos que  fizessem links  de um fato  a outro.

Lula, Temer e tucanos sempre trabalharam juntos para que o Brasil chegasse onde chegou. Eles falam do que acreditam ser benesses, mas o povo tem sentido na pele que a Venezuela é logo ali, e que a nossa Petrobras quase  teve o mesmo destino da PDVSA, a companhia de petróleo do país de Chavez e Maduro amigos de Lula e do PT, hoje grande exportador de refugiados para o Brasil e para  todos  os países vizinhos. 

Se o tucanos fossem, realmente, oposição e se não tivéssemos uma imprensa comprometida com os mesmos ideais políticos que os movem, a Operação Lava Jato não teria a importância que tem, uma vez que os malfeitos teriam vindo à tona à medida em que aconteciam e os resultados não seriam tão danosos como o são.

Quando esses fatos foram divulgados nas redes sociais, começaram a parecer postagens muito parecidas com o que Flavio Quintela publicou no jornal “Gazeta do Povo” de hoje, 28/08/17, numa postagem em que critica a nossa juventude, colocando a culpa na esquerda pelos horríveis defeitos que aponta nos jovens de direita. Lá no meio do artigo  ele coloca esse parágrafo:

"O caso que me levou a escrever este texto foi justamente o relacionado a João Amoêdo. Bastou que o candidato do Partido Novo aparecesse com 4% das intenções de voto na pesquisa do BTG Pactual para que a militância virtual de Bolsonaro se engajasse em atacá-lo de diversas formas, incluindo a disseminação de memes de mau gosto, teorias conspiratórias sobre a formação do Novo, assassinato de reputação do próprio Amoêdo, trogloditismo e capslockismo contra qualquer militante do partido, e assim por diante. O resultado prático desse modo de agir será o afastamento dos eleitores do Novo em um eventual segundo turno com a presença de Bolsonaro, ou seja, menos ajuda para conseguir os 50% mais um dos votos válidos.”

Cabe aqui um questionamento:
Como assim, assassinato de reputação? 
Por acaso é mentira que Amoedo é um banqueiro poderoso, aliado de outros tantos, que criou um partido com tucanos de velhas plumagens e chamou esse partido de Novo? 
Dizer isso é teoria da conspiração?
Assassinato de reputação?

As opiniões vindas a partir da publicação dessas verdades, omitidas (propositalmente?) até agora, devem ser silenciadas por conta de lacração autoritária de quem se considera chefe feudal de determinado número de seguidores nas redes sociais?

Nesse caso, cabe também a ilação de que certos "senhores de feudos”das redes sociais, pessoas que têm muitos seguidores, podem estar produzindo  postagens como mercenários. É muita forçação de barra!
Coisa de quem pensa que o povo é burro.

sábado, 4 de agosto de 2018

Manipulação


Sobre a desqualificação  do editorial de O Globo do dia primeiro de abril de 1964,  após 30 anos. Onde fica a ética do jornalismo?







O episódio da jornalista Myriam Leitão “desmentindo" o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro, acontecido no dia três de agosto último, chama atenção para um comportamento muito perigoso praticado por renomados profissionais do jornalismo.

O candidato havia dito, durante a entrevista no canal televisivo Globo News,  integrante do grupo Globo de Comunicações,  que na edição de primeiro de abril de 1964 do famoso jornal,  logo em seguida à tomada do governo pelos militares, o seu diretor, Roberto Marinho, tecia elogios aos militares e assegurava que o fato ocorrido era um grande bem para a Nação Brasileira.  Seu texto dizia que os militares haviam livrado o País de  um "Governo irresponsável, que insistia  em arrasta-lo  para rumos contrários à sua vocação e tradições.”

Terminada a entrevista, a jornalista que capitaneava a equipe que o entrevistava, pediu um tempo, e logo começou a dizer para câmera o que parecia ouvir pelo “ponto”.  

Ela falava em nome do jornal, dizendo que, de fato,  seu diretor havia escrito aquele editorial em primeiro de abril de 1964 (não era mentira), no entanto, 30 anos depois, em 2013, o mesmo jornal havia publicado um novo editorial corrigindo o que seria um erro, afirmando que sim, a tomada do governo pelos militares foi um golpe. Sendo que, Roberto Marinho, autor do texto renegado,  e proprietário do jornal, havia falecido em 2003. 

Podemos observar em tal fato, acontecido  em uma transmissão de televisão ao vivo, que 10 anos após sua morte, os empregados do jornal resolveram se amotinar e dizer que ele estava errado. Em outras palavras, o que ele disse era mentira.

Caso não seja devidamente esclarecido, constatamos uma  evidente corrupção do serviço de jornalismo praticada pelos jornalistas tanto em 2013, como agora..  Foi exibida uma clara intenção de mudar o passado, à custa de desacreditar os que os o haviam registrado jornalisticamente.

Caso tenham sucesso, o que aconteceu em 1964 fica revogado, deixa de existir por vontade de meia dúzia de jornalistas que resolveu mudar o passado em favor de suas crenças ideológicas, ou por outro motivo escuso. Impressiona a audácia. Falam em transmissão ao vivo de TV, pomposamente transmitindo a ideia de que basta dizer naquele veículo, daquela forma para ser verdade.

Então, os jornalistas têm o poder de alterar os fatos registrados no passado por outros profissionais da área que não mais aqui estão para se defender?

Diante de tal situação, como fica o público que os paga para receber informações acreditando que elas sejam precisas e corretas, que correspondam à verdade dos fatos, à realidade? 

O que foi exibido pela Globo News foi uma concreta alteração da realidade, uma mudança do que fora registrado no passado pelo mesmo jornal.  Podemos supor que desejam que o público se esqueça do que realmente aconteceu em 1964, publicado pelo jornal, para adotar como verdadeira a nova versão daqueles fatos formulada 30 anos depois. Uma empresa de jornalismo, que vive de vender informações, agora se sente poderosa o suficiente para modificar o que foi  por ela mesma publicado em tempos passados.  Em quem devemos acreditar, na pessoa que os vivenciou  e deu por escrito a sua análise enquanto vivia concretamente o contexto, ou nos jornalistas de 30 anos depois, que já não dão tanto valor ao rigor da realidade dos fatos, considerando que podem mudar o que outro jornalista escreveu, demonstrando assim um enorme desprezo pela ética profissional? 

Qual o grau de confiabilidade de uma empresa que assim se comporta, expondo tal postura ao vivo, num importante momento da vida do País?  Se podem fazer isso, certamente acreditam que possam fazer o que descrevem  esses trechos  de George Orwell  no livro de ficção  “1984”:



"O Partido dizia que Oceânia jamais fora aliada da Eurásia. Ele, Winston Smith, sabia que a Oceânia fora aliada da Eurásia não mais que quatro anos antes. Mas em que local existia  esse conhecimento?  Apenas em sua própria consciência que, de todo modo, em breve seria aniquilada. E se todos os outros aceitassem mentira imposta pelo Partido – , a mentira tornava-se história e virava verdade. “Quem controla o passado controla o  futuro; quem controla o presente controla o passado”rezava o lema do Partido. […]
"As mensagens que Winston recebera diziam respeito a artigos e reportagens que por esse ou aquele motivo foram julgados necessário alterar – ou, no linguajar oficial, retificar. Por exemplo, a leitura do Times de 17 de março dava a impressão de que, num discurso proferido na véspera, o Grande Irmão previra que as coisas permaneceriam calmas no fronte do sul da Índia, mas que o Norte da África em breve assistiria a uma ofensa das forças eurasianas. Na verdade, porém, o alto-comando da Eurásia lançara uma ofensiva sobre o sul da Índia, deixando o norte da África em paz. Assim, era necessário reescrever um parágrafo do discurso do Grande Irmão, de forma a garantir que a previsão que ele havia feito tivesse de acordo com aquilo que realmente acontecera. […] 

Depois de efetuadas todas as correções a que determinada edição do Times precisava ser submetida e uma vez procedida a inclusão de todas as emendas, a edição era reimpressa, o original era destruído e a cópia corrigida era arquivada no lugar da outra. Esse processo de alteração contínua valia não apenas para jornais como também para livros, periódicos, panfletos, cartazes, folhetos, filmes, trilhas sonoras, desenhos animados, fotos – enfim, para todo tipo de literatura ou documentação que pudesse vir a ter algum significado político ou ideológico. Dia a dia, quase minuto minuto, o passado era atualizado. Desse modo era possível comprovar com evidências documentais que todas as previsões feitas pelo Partido haviam sido acertadas; sendo que, simultaneamente, todo vestígio de notícia ou manifestação de opinião conflitante com as necessidades do momento eram eliminados."

Lendo o livro completo, podemos avaliar, ainda que hipoteticamente, aonde chega um povo enganado pelas suas fontes de informação, mas o emprego da lógica  também pode ser  de  excelente  ajuda.

Precisamos refletir, que tipo dano causa quem manipula informações, quem falsifica a realidade e vende como notícia verdadeira opiniões tendenciosas com o objetivo de capturar as consciências  das pessoas e conduzi-las  ao serviço de  interesses que certamente  não seriam considerados publicáveis.

Ai da humanidade se não houvesse a internet! Para quem crê, esse é um instrumento da misericórdia divina,  pela qual nossa preciosa liberdade é preservada. Imagine, se ela não existisse, como acontece no livro “1984”, com grande probabilidade, estaríamos comprando mentiras como se fossem verdades cristalinas. Como poderiam ser checadas as notícias que nos chegam, como saber de opiniões divergentes das que nos são dadas como ração, a mesma, praticamente,  em todos os veículos? Como saber de tudo o que nos queiram esconder? 

Giselle Neves Moreira de Aguiar

quinta-feira, 19 de julho de 2018

Viva Trump!



A sanha contra Trump está a pleno vapor. É o que temos visto. Quanto mais poderoso e sofisticado o veículo de Comunicação mais aguda e duradoura é a crítica feita a ele. Na maioria das vezes o criticam por feitos antes elogiados em presidentes anteriores.

Mas, por trás desse discurso de ódio que o Facebook diz combater mas que permite que seja feito contra Trump, contra religiosos cristãos  e machos hétero-sexuais, existe algo mais profundo e evidente que, no entanto, se mostra invisível para grande número de profissionais da comunicação.

O que temos hoje, justamente,  é o choque entre  desejos opostos:  

De um lado temos os que querem continuar num mundo socialista, repleto de ideologia de gênero, multiculturalismo; sem família, sem nenhuma cultura étnica. 

Do outro lado temos os que defendem os valores do livre comércio, o sucesso pela capacidade de trabalho, e os deliciosos valores familiares que tanto têm feito falta nesse mundo, cada vez mais parecido com o inferno. Estes estão com Trump, apesar de todos os seus defeitos, por ser o único com coragem para enfrentar um mundo aparelhado pela ideologia de esquerda, tão distante dos ideais cristãos,  professados pela maioria, nos EUA e também aqui na América Latina, quase toda já "aparelhada".

Todos os jornalistas, especialmente os brasileiros, que assinam  o atestado de loucura de Trump, e se indignam contra ele, não fizeram a lição de casa; não acompanharam a campanha para sua eleição, acreditaram no que diziam os grandes do jornalismo americano que até o ultimo minuto dava como certa a vitória de Hillary Clinton. Não ouviram nem um discurso de Trump, não observaram o comportamento do povo diante de cada um deles. Trabalham "organicamente" ligados ao jornalismo americano, cujo ethos é o mesmo dos  maiores jornais da Europa. Todos têm o mesmo discurso e divulgam as mesmas notícias com as mesma conotações. Observe.

A opinião do povo, para quem todo jornalista trabalha, não recebeu nenhuma atenção dos,  conscientes ou não,  intelectuais orgânicos, agentes da hegemonia detalhada por Antônio Gramsci nos seus “Cadernos do Cárcere”. Muitos dos que “militam” no jornalismo fazem parte do sistema orgânico sem mesmo saber quem, e o quê, está por trás das ideias que defendem visceralmente, organicamente…

O "jornalismo oficial” não consegue ver o desejo da população. Eis o que o povo quer: 

Uma vida em que a dignidade pessoal possa ser cultivada livremente, sem o assédio do politicamente correto, sem ser obrigado a engolir a imposição de loucuras e aberrações como se fossem algo bom. 

Quer poder trabalhar sem que o governo se infiltre no seu serviço, implante um mar de regras e normas e roube a metade do lucro em impostos. 

O povo quer viver livremente sem ter que obedecer a um Estado-Babá que o diga o que pode comer e o que não pode, se  pode  ou não fumar seu tabaco, enquanto a mídia e personagens do governo fazem apologia da maconha de outras drogas; que lhe rouba a autoridade paterna/materna, e sequestra seus filhos para um mundo de puro egoísmo e busca desenfreada de prazeres. Quer um mundo em que a moda e o bonito não seja algo parecido como mostra o seriado Walking Dead. O povo não quer o mundo invertido que tem sido proposto pela mídia e imposto pelo Estado. 

E são esses, os órfãos das mamatas do Estado, os que integram o Deep State, o Estado aparelhado e a velha mídia, os que se dizem progressistas e apoiam o governo que levou a Venezuela a tal estado de "progresso"  e "evolução",  os que  não possuem a capacidade de ver que existem outras maneiras de ver o mundo, melhores,  as mesmas que trouxeram a humanidade até aqui, e as que Trump pretende que seja m trazidas de volta; eles não se conformam. Nem aceitam a democracia, não respeitam a vontade da maioria, querem impor a todo custo a sua utopia fantasiosa, que prega maravilhas e pratica horrores. 

Por isso se transformam em  black blocs,  de todos os  níveis intelectuais. Tantos os cheios de conhecimento, e pobres de sabedoria, que usaram e seus conhecimentos para ajudar a  implantar a realidade dolorosa que vivemos, quanto os pobres teleguiados pelas palavras de ordem, que se movem pelo coração sem que seus estímulos tenham sido avaliados pelo cérebro.

Sempre foi essa a intenção de Gramsci e seus discípulos mais poderosos (desconhecidos pela maioria dos militantes de esquerda): substituir o modelo de civilização judaico-cristã pelo modelo do Estado Marxista. Só, que só têm conseguido  aproximar o mundo do modelo descrito no livro "Admirável Mundo Novo” de Aldous Huxley, pelo caminho de “1984”de George Orwell. Ou terá sido essa a verdadeira intenção desde sempre, e Gramsci apenas um simples componente do "organismo"?

Estamos numa guerra psicológica, se a perdemos, teremos perdido a nossa dignidade humana, o livre arbítrio, a vida humana saudável e prazerosa que todos nós  trazemos inscrita no DNA. É preciso lutar pelos nossos valores invisíveis, que muitos jovens já nem sabem que existem.

Não  temos nenhum amor pessoal a Trump. Só não queremos  o mundo como o desejam os seus inimigos. Ele é o que temos e por ele damos graças a Deus!…




Fotos  do Facebook

quarta-feira, 28 de março de 2018

Hidden News, notícias escondidas




Acompanhamos a campanha feita pelos veículos de comunicação, e por algumas entidades, contra o que chamam de fake news, notícias falsas. Temos visto,  também, agora (por que só agora?) campanhas contra as redes sociais, por serem os instrumentos pelas quais as fake news  são veiculadas. 

Paralelamente, confirmamos que notícias como as observadas por Flavio Morgenstern no seu artigo "Por que a mídia não mostra que Lula está sendo ovacionado no sul?”, postado no website “Sensoincomum”, não são, realmente, publicadas  pela “grande mídia”.  O que uma coisa tem a ver com a outra?

As grandes empresas de comunicação demonstram, por seu comportamento, que praticam o que já está sendo chamado de hidden news, notícias escondidas. Ou seja, publicam somente as notícias que são ideológicas e politicamente alinhadas com o interesse do grupo de poderosos que pretende dominar o mundo. Algo que também é chamado de "espiral do silêncio”.  

Os grandes grupos jornalísticos do planeta publicam as mesmas notícias, com o mesmo enfoque, com o mesmo viés político. As noticias que favorecem posições diferentes não são publicadas ou são  apenas mencionadas com sentido distorcido. Assim, fica "mamão com açúcar"  para os grandes controladores…

Uma pesquisa no Google sobre “Globalismo” "ainda" pode dar  um conhecimento maior do que se trata.  Mas, em resumo, seria a intenção de convergir tudo para que tenhamos um só governo global, que gerisse todos os interesses humanos, desde os materiais até os espirituais. 

Seríamos "um só povo e um só coração" graças a mecanismos de manipulação dos conhecimentos e das informações recebidas. 

Em colaboração mútua com a educação, capitaneada pela UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), a imprensa e o entretenimento  exercem papel fundamental,  fazendo com que a população receba somente o que venha a induzir a aceitação do outro, ao desapego dos valores familiares, nacionais  e étnicos o que, segundo a obra de engenharia social proposta, e já em franco processo de instalação, seriam as causas das desuniões e das guerras.  

Portanto, segundo o projeto, todas as ações devem ser conduzidas de maneira que o povo seja "dócil e bondoso” (para não dizer imbecil ou infantil)  e aceite tudo o que os líderes decidam, uma vez que, segundo eles, todas essas propostas se apoiam em conhecimentos “científicos”. 

Um exemplo disso foi o destaque recebido pela filosofa Judith Butler  e seu trabalho científico  sobre a ideologia de gênero.  Na verdade, tudo é apenas uma maneira de realizar uma lavagem cerebral coletiva camuflada de boas maneiras,  pelo assédio do "politicamente correto".  O objetivo é eliminar tudo o que identifica a família e  a cultura  da etnia  especialmente no que for relacionado à religião, ficando apenas os valores considerados importantes para a liderança "apoiada pela ciência". Noutras palavras, uma maneira sofisticada de "passar a régua" e produzir a igualdade entre os seres do planeta que deverão se importar com ele, a "casa comum"como  alvo de culto.


Os danos já se alastram, e se observarmos bem, podemos detectá-los em diversas pessoas ao nosso redor que caíram no engodo. Geralmente são pessoas de alto valor humano que são cooptadas pelas propostas da bondade "ampla, geral e irrestrita". Quanto mais generosas são, mais se empenham no que acreditam ser um bem necessário, a implantação de  tal regime.

Um detalhe serve de despertador da atenção da nossa alma adormecida, entubada e anestesiada  por tantas informações direcionadoras: a ausência de Deus. Deus é ridicularizado em todas as manifestações de piedade e devoção, até por agentes na posição de quem presta serviços religiosos, quanto mais nas notícias e no entretenimento!

 No momento (esse foco pode mudar), tudo converge para o amor ao próximo, não importa se esse próximo, em todas as suas manifestações, demonstra que quer extinguir tudo o que amamos e o que nos identifica, por serem compatíveis com o novo modus vivendi que deve vigorar. 

Deus, que jamais deixará de existir por mais que assim o deseje os poderosos, já tem nos defendido. Muitos de nós já começou a descobrir que temos sido ludibriados pelo grande inimigo de Deus, o Diabo. (Oh! Que heresia para a nova religião do cientificismo!) Há esperança! A internet mais ainda pelas,  AGORA consideradas  deploráveis, redes sociais tem sido o desespero dos poderosos e seus comunicadores. Louvado seja Deus! 

quinta-feira, 15 de março de 2018

Desinformação



Muito interessante  resenha  de Joshua Philip do livro “Guerra da informação: o meme é o embrião da ilusão narrativa”, de James Scott,  publicada no website Epoch Times. Chamou atenção a reflexão sobre como grupos de pessoas "estão tentando alterar a forma como percebemos informações, a fim de influenciar a cultura e os valores subjacentes de nossas sociedades”.

Entre as táticas usadas para sequestrar mentes e corações está a desinformação. "Outro uso da desinformação é citar informações verdadeiras, mas para fabricar uma conclusão falsa, usando o conceito de propaganda de “um mais um é igual a três”. Isso pode incluir citar uma série de meias-verdades, e então alegar que as evidências se somam a algo que de fato não tem relação. Desacreditar este método exige que um dissidente ou crítico desmembre cada evidência, o que raramente pode ser feito com rapidez suficiente num debate público.”, explica Joshua Philip.



Eis um exemplo que pode ilustrar o que seja, e como funciona, a tal desinformação, que parece  estar sendo usada há muito tempo entre nós:

"Isso pode ser legal, mas é imoral” era uma frase bem comum até certo tempo atrás. O termo “Moral" era usado costumeiramente, como referência aos  hábitos da  nossa cultura, até que apareceu o termo “Ética" para substituí-lo. 

Existe quem se coloca na posição de mestre para ensinar que, embora haja quase um consenso de que Ética e Moral sejam sinônimos, certos autores (não mencionados) fazem distinção entre os dois conceitos dizendo que:

"Ética é princípio, moral são aspectos de condutas específicas;
Ética é permanente, moral é temporal
Ética é universal, moral é cultural;
Ética é regra, moral é conduta da regra;
Ética é teoria, moral é prática."

"Mostrando" que o termo relativo à Ética é mais abrangente, e dizendo que, "como doutrina filosófica ela é essencialmente especulativa e, a não ser quanto ao seu método analítico, não é normativa, como a moral” o é. Diz também que está relacionada ao estudo das comparações entre o que seria considerado moralmente aceito em determinados tempos e espaços. 

Como se não bastasse a demonstração de superioridade da Ética em relação à Moral, chega a uma definição: “Ética é a ciência que dirige as ações humanas para o bem honesto, de acordo com a reta razão.”  Ainda faz a análise da definição:

"É ciência: não é uma simples coleção de observações ou elucubrações infundadas. Trata-se, antes de tudo, de um conjunto ordenado de princípios e conclusões que levam a um agir reto.

Que dirige: esta palavra denota seu objeto formal, que é  a reta direção das ações humanas. Nisto se diferencia da psicologia, que também estuda as ações humanas, mas apenas quanto à sua natureza, e não quanto à sua direção.

Ações humanas: estas palavras denotam seu objeto material. Chama-se  ações humanas aquelas que são específicas do indivíduo, tudo o que é feito com reflexão e livre escolha. 

Para o bem honesto: posto que é a ciência orientadora das ações humanas, deve orientá-las para um fim determinado. Este é o bem honesto, o bem próprio e adequado da natureza do indivíduo, enquanto pessoa.

De acordo com a reta razão: razão não desviada por pré-julgamentos, paixões e interesses pessoais."

Observemos que enquanto desmerece o conceito de Moral, enaltece o de Ética, e subliminarmente, passa a mensagem de que o termo Moral é algo limitado, e pode estar associado a costumes arcaicos que devem ser (re)vistos à luz dos tempos modernos… Autoritariamente trata a Ética como Ciência, algo cujo conhecimento está bem acima do  saber médio das pessoas comuns, induzindo a quem assiste a se sentir beócio, caso não concorde, não aceite tal definição, ou que faça a si mesmo, as seguintes perguntas:

  • Como a Ética, sendo tão volúvel devido ao fato de como doutrina filosófica é essencialmente especulativa e não normativa, pode dirigir as ações humanas,  as "que são específicas do indivíduo, tudo o que é feito com reflexão e livre escolha”?
  • O quê seria agir retamente para uma doutrina que se diz especulativa?
  • Depois de quais estudos e especulações a Ética chegaria a um termo no qual estaria a direção das ações humanas voltadas para o bem honesto?
  • Como seria determinado o conceito universal de “Bem"? Já que a Ética é universal.
  • Como seria determinado universalmente o conceito de “Honestidade"? Já que é uma doutrina especulativa e não normativa?
  • Como poderia avaliar  como reta, ou não, a razão de cada indivíduo? 
  • Como classificaria como paixões ou interesses pessoais as moções particulares das pessoas?

No entanto, a definição de Ética que deverá prevalecer pelo menos naquele ambiente, é: "a ciência que dirige as ações humanas para o bem honesto, de acordo com a reta razão.”  A pessoa que não se enquadrar será considerada antiética.É grave o fato de que dentro desse largo e abrangente conceito de Ética cabe tudo o que pode ser considerado como preconceito da velha moral judaico-cristã. Cabe casamento homoafetivo, cabe transgêneros, cabe aborto, cabe pedofilia e, quem sabe?, zoofilia, cabe liberação das drogas…   

Aos poucos as pessoas daquele ambiente vão se adaptando aos novos conceitos e, logo, comportamentos considerados erráticos durante milênios em todas as etnias passam a ser bem aceitos dentro da modernidade da Ética. Especialmente se o novo conceito for introduzido de maneira quase erudita por uma autoridade. 

As consciências das pessoas vão se desligando, lentamente, de valores, que antes eram determinantes de suas identidades. Tornam-se cada vez mais abertas aos novos conceitos e cada vez cada vez mais confiam nas pessoas que os transmitem. Vão perdendo a capacidade de questionar. Vão perdendo a própria identidade e se divorciando do conceito de dignidade e de outros valores associados ao velho conceito de Moral. Vale lembrar que Górgias, famoso sofista grego, ensinava romper com todo o moralismo uma vez que, "a moral não é vista como norma  universal de conduta, não como lei racional do agir humano, isto é, como lei que potencia profundamente a natureza humana, mas como um 4empecilho que incomoda o homem.”

Esse fato parece  exemplificar  o  que hoje é chamado de desinformação,  pelo  uso de termos conhecidos com seus conceitos distorcidos conduzindo pessoas interessadas em adquirir conhecimento a um tempo e espaço tornados muito diferentes daqueles que elas próprias buscavam chegar. Trata-se de uma violenta agressão ao foro íntimo de cada pessoa, de uma lesão à inteligência que entorpece a consciência e torna, pouco a pouco, cada um desses indivíduos um dócil integrante de manadas conduzidas por palavras de ordem, ou um militante ferrenho  de causas contrárias aos valores que compõem a sua própria identidade. 

Pode-se compreender que um dos primeiros  conceitos  a  ser atingido seja o da Moral.  Por essa porta aberta nas consciências humanas, não ha nada que possa parecer absurdo. E o grupo que busca um poder ilimitado poderá “fazer a festa”, controlando mentes e corações.

Provavelmente, uma pessoa que se propõe a aplicar tal procedimento, a realizar um ato tão imoral para com seus semelhantes, já foi submetida ao mesmo tratamento e tem já a sua consciência lesionada. Cabe a ela, agora continuar contaminando as pessoas com o mesmo "vírus",  na esperança de que, um  ambiente formado  por  pessoas com consciências desligadas possa ser  tão bom quanto a imagem do mundo sem guerra, sem violência, sem agressões, como o modelo de mundo pacífico lhe fora apresentado antes. Mas será que ela consegue perceber que esse mundo é habitado por mortos-vivos, ou walking dead?

Giselle Neves Moreira de Aguiar